domingo, 14 de julho de 2013

Para pensar !
Eu e o outro !
O homem é único,pois, de todos os entes é capaz de através da auto consciência e sentido de presença se distinguir dos demais entes  ;assim,  os demais permanecem  sem auto percebimento.Ademais,para um ente comum  como uma mesa, uma montanha , um carro, jamais existirá o outro nem a consciência Eu . Desta  forma fica evidenciado que  o eu e o outro são atributos de de um ser.Porque só através da auto consciência que é constituído o sentido de presença fator fundamental para formação do conceito de si mesmo como existente. Destarte, o eu  é formado através da  consciência existencial   fruto  é evidente do processo de elaboração da  consciência de si  através do pensamento cognitivo.Eis a verdade existencial. Mas, esta auto consciência além de constituir-se como qualidade existencial é diretamente  responsável pelo surgimento do medo; medo pensado , calculado ,elaborado através da premonição e consciência  do fim existencial . Portanto , o medo com certeza será um fator  fundamental para  formação do eu; Desta forma , o eu é uma respostam a ideia do findar , desaparecer ,porque  na tentativa de auto perpetuação o ente humano com objetivo de construir conceitos de eternidade  , de permanência ; Primeiro cria a religião  com a ideia de eternidade , depois cria  Deus pai, criador que tem todos os atributos da permanência , pois, Deus para o homem  é eterno.Assim, surge a ideia do eu, filho de Deus ; eis ao meu ver, a gênese do Eu. O homem cria além do corpo uma entidade , um eu separado , e essa ideia de eu  que é alimentada via pensamento é quem dá vida ao medo do findar .portanto,  a individualidade , a personalidade, são aspecto desta ideia de Eu  e na vida tudo vai girar em torno do Eu. Então esta entidade criada passará a ser o centro de toda existência humana e tudo ocorrerá através deste conceito.Saliento, que o medo  torna-se poderoso por causa do Eu que quer permanecer ,jamais findar , morrer.Todos Eus são formados via pensamento ,memória , assim cada entidade eu forma uma profunda individualidade ,solitude. Na  essência cada Eu vive em profundo isolamento, preso em sua  teia de pensamentos . Tal fato demonstra o imenso abismo que separa cada Eu , assim a primeira e dura verdade é que cada eu constitui-se  em um conjunto  de pensamentos   isolados , assim todo   eu é essencialmente solitário. Sei , que para muitos esta ideia pode parecer um culto ao solipsismo, mas  é uma  verdade existencial profunda,inerente  vida humana.
Portanto,nossas relações são superficiais ,pois,ocorre de forma  superficial , pois mesmo estando fisicamente muito próximo , na intimidade  real efetiva nada existe ,esta característica é responsável pela total  incapacidade do ser humano penetrar na intimidade do outo .Eis, a solidão. Então, onde entra o outro neste processo ?  O  outro só ocorre entre seres auto conscientes , assim o outro é um ser pensante que passa que vive a solidão existencial  e portanto busca através da descoberta do outro uma forma de relação ,intimidade; mas para Sartre tal objetivo só ocorre  com : "Se com efeito,devo ser , com relação ao outro ,à maneira da exterioridade de indiferença , o surgimento ou abolição do outro  não me afetaria mais em meu ser do que o Em-si pode ser afetado pala aparição  ou desaparição de outro Em-si. Por conseguinte , a partir do momento que o outro não pode agir sobre meu ser  por meio do seu ser , o único modo como pode revelar-se  a mim é aparecendo como objeto à minha consciência.Mas, deve-se entender com isso que que devo constituir o outro como unificação que minha espontaneidade a uma diversidade de impressões , ou seja, que sou aquele que constitui  no campo de sua experiência.Portanto o outro  não poderia ser para mim  mais do que uma imagem , ainda que, por outro lado,toda teoria do conhecimento  que erigi procure rejeitar esta noção de imagem;e somente uma testemunha exterior  ao mesmo tempo a sim  mesmo e ao outro poderia comparar a imagem com o modelo e decidir se é verdadeira."  Este texto extraído do livro o Ser e o Nada  demonstra a forma da constituição das relações.  Entretanto para entendermos este texto citado ,primeiro temos que entender o conceito do Em-si para Sartre: O  Em si representa o ente sem auto consciência , portanto silenciado para todo processo de relação. O homem para Sartre é  Para -si, ou seja, elabora via pensamento pensamento a auto consciência , assim fica vidente quando ele demonstra  na impossibilidade de o outro agir sobre meu ser ,então só através da formação de imagem  do outro que poderia ocorrer um processo de relação e efetivamente é isto que ocorre . Quando Sartre salienta a importância da testemunha para a efetiva formação de imagem; logo, surge a pergunta que testemunha seria essa  ? fica evidente que nem eu nem o outro seria está testemunha ,pois, projetaríamos a  nossa imagem , então a única testemunha possível seria Deus. Assim, Deus seria o único recurso para negação da profunda interioridade.Mas, simplificando  é só pensarmos que  o outro é uma imagem mental formada via relações .

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