sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Rotina da Alma!

Nada é novo, apenas repetição!
Erros perpetuados, nada muda!
E o que dizer da razão? Do saber?
Apesar de ciente, o homem erra.

Os anos passam, nada é novo;
escolhas, paixões, raiva, medos!
Só muda o superficial, a alma fica;
escolhas acabam segurando o erro.

A razão é abatida pela repetição. Sabendo do erro, o homem repete;
Por que acontece tal  repetição?
É a voz da criança pedindo atenção.

A criança negada, aviltada, ferida;
cria crenças que minam à alegria.
As crenças  prendendo o homem;
Apenas rotina da alma, da vida.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Raiva!

          Raiva uma emoção danosa,  ninguém está livre deste sentimento negativo e prejudicial, pois  até  Cristo teve seu momento de raiva  ao expulsar do templo, vendilhões,  aproveitadores  sem caracteres, sem escrúpulos; então surge a  pergunta:  o que dizer da raiva justificada ?  Raiva é perniciosa  em qualquer situação, e demonstra que algo está errado com o raivoso, mas, nenhuma
pessoa está isenta da raiva. 

          Não obstante,  todos  os entes humanos padecerem deste problema, saliento que a raiva é um sério indicativo de medo, apesar de  inconsciente,  além de problemas existenciais mal resolvidos, como: (rejeição amorosa, rejeição de amigos, manipulação, abusos  sexuais,etc ). Portanto, raiva é sinal de que algo está  errado com  o raivoso, portanto,  deve ser examinada com calma, e de forma  meticulosa, porque se não for desmascarada, a pessoa  ficará presa nas suas garras,  e  sofrerá de  desequilíbrio de humor. 

                Raiva mata,  além de destroçar  as relações  de  forma geral. Outro aspecto da raiva é que ela mata tanto o portador, como induz o colérico a matar. Entretanto,  nas estatísticas não aparecem  as causas primeiras dos óbitos, porque caso aparecesse, a raiva estaria entre  os primeiros colocados como principal fator da violência... Todavia,   a raiva pode  ser estimulada através de um gatilho, algo que induz o  comportamento colérico, que estimula a   conduta de outra pessoa em direção à raiva.
Outro fator que desperta raiva é a culpa que  gera bastante sofrimento, muita dor,  então como estratégia o ente humano prefere projetar  seus defeitos em outro ser humano através  do processo da projeção, que consiste  projetar  a culpa,  que está alojada dentro de seu interior, para um outra pessoa, que funciona como bode expiatório; assim a "paz"  interior é restabelecida  até o momento em que  na relação alguém apresenta este mesmo defeito, e neste momento é acionado o gatilho,  então  a pessoa passa  a sentir raiva  sem saber  o porquê.  

              A Drª Elisabeth Klub Rosse  em sua tese referente a aceitação com doentes terminais  afirmou : ("que  o processo de aceitação de qualquer  situação das mais graves as menos graves , ocorre  em quatro estágios : primeiro, a negação  realmente diante de algo inesperado tanto negativo como positivo  a primeira reação reação será  a negação, e este processo de negação pode durar pouco tempo,  ou bastante tempo, e até mesmo nunca findar; o segundo estágio é a negociação após a negação das evidências,  o sofrimento rompe a muralha da negação, neste instante a pessoa  começa a negociar; este processo de negociação é uma auto negociação,  e com as demais pessoas, também este processo pode ser rápido como demorado; no terceiro estágio  ocorre a raiva, a raiva intensa de si mesmo e,  dos outros,  é uma raiva forte, inesperada que toma conta da pessoa que está vivenciando o processo da aceitação é uma revolta interior  ao descobrir que a negociação não surtiu efeito  é o fim da linha, as esperanças de vencer  o problema  estão sepultadas  e deste modo a raiva passa a comandar  gerando um intenso mal estar e sofrimento; no quarto estágio ocorre a tristeza, pois,  a raiva que era intensa  vai gradativamente sendo eliminada,  e em seu lugar surgi uma tristeza, uma angústia  interior profunda,  e após a tristeza a pessoa está preparada para aceitar sua morte, a perda de um real,  a mudança de casa, o rompimento de uma relação, etc. Não obstante  a universalidade da raiva , surge  a grande pergunta : como poderemos viver sem raiva ,ou com o mínimo de raiva? viver sem raiva é impossível como já frisei mas ser proativo com a raiva  é bem possível  e para tal é importante algumas estratégias ; 1) Quando a conversa estiver caminhando para um acirramento , eis a hora de imediatamente parar , sair  até correndo mas sair de perto , pois se ficar é encrenca na certa ; 2) Quando estiver arredado, afobado sem saber porque  é importante  primeiro perguntar a si mesmo : por que estou com raiva ? O que está  ativando esta raiva ? O que posso  fazer para evitar mais esta raiva?  3)  mudar o foco na situação constrangedora,  caminhar,  conversar com outra pessoa rezar e meditar,  e silenciar  até a raiva diminuir,  pois boca fechada  não entra mosquito. Por último lembrar a si mesmo, que raiva pode matá-lo, e causar danos absurdos; eis umas dicas, mas sei que cada pessoa pode criar  suas estratégias para não ser um pavio curto, pois um  pavio curto queima bem depressa! Daniel Golleman  afirmou em seu livro inteligência emocional que  a pessoa pode ficar com raiva,) ("mas com a pessoa certa, na hora certa, com a intensidade correta).

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Lamentar um pouco Menos, Esperar um Pouco Menos, e Amar um Pouco Mais!

        Eis, um enunciado Estóico que, representa um caminho para evitar o sofrimento que tanto tem afligido a humanidade desde os primórdios. Lamentar um pouco menos, porque o lamento, a comiseração, dão vida ao passado, (que já findou), perpetuam o sofrimento que já findou. Toda vez que uma pessoa se lamenta sobre algo está viajando para o passado, portanto,  está minando seu presente, matando seu presente,  com o  fantasma do passado.
        Esperar um pouco menos porque a principal causa do sofrimento é a expectativa, a esperança, pois, ela encontra -se no futuro, (que ainda não existe), assim criar expectativa é querer determinar o futuro.Posto que, uma pessoa no agora imagina seu futuro criando um contexto de felicidade, alegria, prosperidade, contudo, o futuro é imponderável, gosta de surpreender,  assim, esperança, expectativa determinam a dor, visto que  estão localizadas no futuro. Portanto lamentar leva o lamentador para passado, enquanto esperar leva a pessoa para o futuro, eternidades inexistentes, que só causam dor.
        Amar um pouco mais,  pois, quem ama só pode amar no agora, no momento presente. Ninguém consegue amar no futuro, tampouco no passado. Desta forma, amar causa bem estar, produz,felicidade porque representa vida no agora, a única existente. Portanto lamente menos, espere menos é ame mais que com certeza serás feliz agora.

       
 

O Pequeno Príncipe!

           O pequeno príncipe é um clássico da literatura mundial. Esta excelente produção literária tem a marca do  escritor francês Antoine de Saint-Exupéry,  publicada em 1943  nos  Estados Unidos. Esta obra embora se apresente como uma uma produção infantil, possui um grande teor poético e filosófico.
         É o livro em língua francesa que mais foi vendido no mundo, com cerca de 143 milhões de exemplares, o número de edições, está entre 400 a 500 edições. Também se trata da terceira obra literária (sendo a primeira a Bíblia, e a segunda o livro  o Peregrino), ela é a mais traduzida no mundo, tendo sido publicado em 160 idiomas e dialetos.
        Em Portugal, o Principezinho   integra o conjunto de obras sugeridas para leitura integral, na disciplina de Língua portuguesa  no  Ciclo do Ensino Básico. Portanto apesar de aparentar ser uma obra  infantil  na verdade    o pequeno príncipe é um grande compêndio, denso.Neste trabalho apenas apresento  ideias  extraídas desta  exuberante obra.
         Assim, inicialmente  o escritor  começa a narração salientando que se trata de uma obra para criança. Apresenta a figura de uma jiboia engolindo um elefante e sugere uma serie de alternativas, tal fato demonstra a criatividade infantil, a liberdade da mente infantil, que é pura, pois ainda não foi contaminada através da  "educação". 
           Contudo,  é importante salientar que a mensagem desta poderosa obra, consiste, a priori,  em apresentar os esteriótipos de vários tipos da  personalidade humana, pois, cada asteróide, (pequeno astro),   visitado  pelo pequeno príncipe representa um tipo de pessoa, assim, é  apresentado ( o bêbado, o Rei, o homem de negócio, faroleiro, o vaidoso, etc), portanto, é uma obra profundamente questionadora, e instigante.
          A trama desta estória se desenvolve através da viagem que o  pequeno príncipe realizou visitando vários asteroides, (pequeno astros), mas cada diminuto planeta representa um esteriótipo humano. O rei sempre ordenava, mas,  só ordenava exigia, o que as pessoas  podiam realizar, pois ordenar o impossível é bizarrice. Mas os adultos são bizarros. Após ´visitar vários planetas, o pequeno príncipe chega  à terra, esta etapa da viagem representa o amor, o cativar, porquanto, quem cativa,  e deixa cativar-se é transformado,  e transforma o mundo.  Nesta dimensão do amor a rosa passa a ser única, e singular, eis a magia do   amor. Só um adjetivo define esta magnífica obra, genial.

domingo, 22 de novembro de 2015

As Seis Leis da Autorresponsabilidade!

1) se é para criticar (os outros), cale-se.
2) se é para reclamar dê sugestão.  3) se é para buscar culpados,     busque solução.
4) se é para se fazer de vítima,faça-se de vencedor.
5) se é para justificar seus erros, aprenda com eles.
6)  se é para,julgar as pessoas, julgue suas atitudes.
        Estas leis constam do livro de Paulo Vieira, cujo o título é Autorresponsabilidade, página 73. No entanto, apresentarei minha, visão sobre elas, saliento que não li o livro, tampouco participei de palestras ou seminário produzido pelo autor. Portanto, estou isento de alguma influência.
         A primeira lei salienta a importância da não crítica,  porque criticar  serve apenas para construir barreiras, inimizades, porque, como muito bem afirmou Jõe Causo, em seu livro, Seja Feliz sem querer Controlar Tudo, ( "o que as pessoas mais querem é ter razão "). Assim, criticar apenas coloca o criticado na defensiva, pronto para contra atacar, ou para formar uma  imagem negativa sobre o criticador. Portanto, antes de criticar alguém pergunte-se: se faz necessário esta crítica?
         A segunda lei defende que reclamar é inócuo, haja vista, que  reclamar é o mesmo que criticar, portanto,  é uma,ação reativa, não procura solução, assim, quem reclama nada faz de concreto para transformar a situação, não apresenta nenhuma sugestão para mudar o que está incomodando, haja vista, que o foco está no problema. Lembre-se reclamar é fácil, qualquer imbecil faz.
            A terceira lei complementa a segunda, pois salienta a busca por proatividade, porque foca sempre a solução através de perguntas corretas, como: ( o que posso fazer para melhorar esta situação? Quais as melhores atitudes para mudar  esta situação? O que não devo fazer nesta situação?) Posto que ao fazer a pergunta correta, a mente de forma imediata buscará as repostas corretas, transformadoras.
            A quarta lei combate a maior praga da humanidade, o coitadismo, a mania de vitimização,  que é um hábito auto destrutivo, porque  além de  ser um rápido caminho para o fracasso, isola o coitadinho em suas lamentações, uma vez que, ninguém gosta de ficar perto do derrotista que apresenta uma péssima energia. Nunca esqueça! Alimentar a autopiedade é um péssimo negócio.
             A quinta lei salienta a importância de jamais se justificar um erro, mas de buscar sempre aprender com eles. Como muito bem  demonstra o dito popular, ("errar é humano permanecer no erro é burrice"). Portanto, querer nunca errar é uma insanidade, pois errar é uma consequência do viver, da liberdade existencial, das escolhas, assim, o importante é aceitar o erro não se auto condenar, mas aprender com cada erro,  para não repití -lo.
              A sexta lei fala do julgamento, demonstrando que julgar o outro não produz bons resultados, pois ninguém sabe da intimidade de cada pessoa, ninguém conhece o contexto emocional do outro; embora seja fácil julgar o outro,  este ato de julgar  apenas cria injustiça, inimizade, portanto, se tiveres  que julgar, julgue a ti  mesmo, jamais aos outros.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Prazer e Dor!

       
        O homem busca o prazer e foge da dor. Portanto o mundo ideal seria o mundo pleno de prazer sem a mínima dor. No entanto, Sabemos que tal mundo não existe, pois todo prazer traz em seu bojo a dor.
        Assim, o importante é a sagrada compreensão do prazer e da dor. Mas, esta avaliação não é um procedimento fàcil, sobretudo, porque o prazer é envolvente, forte, capaz de eliminar a capacidade de autoavaliação. Portanto, o bom,  é avaliar o prazer antes que ele adquira força, mas, Para tal, se faz necessário a utilização de perguntas avaliadoras, como: ( Este prazer terá repercurssão em minha vida emocional, física, financeira? Este prazer produzirá danos a outras pessoas? Qual a consequência imediata deste prazer?) Assim, ao elaborar tais perguntas a pessoa neutralizará o prazer ansiado, e poderá decidir pela a prática prazerosa ou não. Compreendo que o prazer quase sempre é apenas a dor adiada e ampliada.
         Portanto usar o prazer para preencher o vazio, para eliminar a dor é insanidade. Porque, com certeza, esta dor adiada será inevitável quando o prazer findar. Por exemplo : A pessoa atribulada que vai a loja e compra de forma  exorbitante, estourando o limite do cartão de crédito,  logo, a conta chega, e a dor foi ampliada, pois além da dor anterior, agora é incorporado a dor financeira. O homem ou mulher,  que sente atração por outra pessoa, ao ceder ao prazer imediato,  colocará em risco a estabilidade de sua relação, seu  relacionamento, então em um futuro próximo sua dor vai ser ampliada, pois,  agora surgiu a dor da culpa, acrescida  da dor do rompimento da relação, enfim após o prazer a dor chegará.
        Mas, não estou defedendo um mundo estóico, um mundo sem prazer. Porque prazer e dor fazem parte da vida, apenas estou mostrando que sempre a conta terá que ser paga, e que desejar só prazer, fugindo da dor é abraçar o sofrimento. Portanto sei que prazer imediato é dor adiada.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A Decisão!

          A decisão é fundamental para uma vida de sucesso, de  realização, e  equilíbrio, pois a decisão é a eliminação da dualidade, do conflito, que são fatores desagregadores da  vida emocional do ser humano. Mas se a decisão é tão importante por que  a imensa maioria das pessoas não pratica a decisão em todos os momentos de suas vidas? com certeza,  as pessoas indecisas associaram dor, desprazer, ao ato de tomar decisão. Como o ente humano busca o prazer e foge da dor, ao associar dor  ao processo de decidir, o homem se auto condena a uma vida de indecisão, dualidade, de negócios inacabados. Segundo Kant  prazer é: ("Prazer é a representação da concordância do objeto, ou da ação com as condições subjetivas da vida, isto é, com a faculdade da causalidade de uma representação com vistas à efetividade ou determinação das forças do sujeito ação de produzi -lo)."Desta forma o homem  passa a viver em um mundo sem   liberdade, pois está refém de suas reprentações de prazer.
         Sabemos também  que  a indecisão bloqueia  a capacidade de decidir, de efetuar escolhas,  assim a pessoa passa a vida : ora querendo uma coisa,  ora não querendo, um verdadeiro inferno astral. Então o que fazer para tornar-se uma pessoa assertiva ? com capacidade de dizer sim e dizer não sem  medo ? Só existe um caminho é a pessoa começar a tomar decisões,  e aceitar pagar o preço, pois toda escolha  tem consequência, e a felicidade  é fruto  da escolha  diante  situações  as vezes complicadas.
        Na vida tudo tem um preco a pagar,  assim querer que as coisas aconteçam sem nossa participação efetiva é desejar, mas, desejar  não é  querer. Portanto, é importante a prática da decisão, mesmo diante de decisões erradas, pois  cada decisão errada é um aprendizado,  enquanto o marasmo da indecisão paraliza toda ação, além de aviltar o caráter do ente humano.
        Na vida nem sempre temos que realizar a escolha de sofia,(aquela escolha crucial), geralmente são decisões simples mas importantes, como: Estudar , se qualificar  ou permanecer na idolência? Manter o relacionamento  apesar das crises, brigas, ou romper? Praticar exercício físico, ou permanecer sedentário ? enfim cotidianamente somos colocado em situações contraditórias,  que exigirão uma tomada de decisão.
       Não obstante, a inevitabilidade   da  imperiosa necessidade  de realizar escolhas, existe  um tipo de pessoa que não sabe o rumo a seguir, pergunta  a todo mundo sobre sua situação, ora acha que quer, mas logo após não quer. É  um vai e vem interminável. Não precisamos dizer que tal pessoa é incapaz de seguir,  caminhar com seus próprios pés,  necessitam da tutela de  outras pessoas, mesmo sendo velhos, não atingiram a maioridade, mas, o pior é que pedir opinião a pessoa errada é colocaar a escada na parede errada.
        Desta forma fica evidenciado que nesta vida, não existe almoço grátis, tudo tem seu preço, e a vida exige coragem e determinação. Assim, não existem  fómulas mágicas para a felicidade, para o sucesso,  para a riqueza, para o amor , o que existe é a decisão de ser feliz, a decisão de ser rico, a decisão de amar, a decisão de ser proativo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Momento !

O que acontece com o momento?
Não para, não fica, vai, exaure!
O  instante é célere, ao olharmos,
já acabou, findou, resta à saudade.

Saudade atormentando à vontade;
querendo o tempo voltar, ilusão !
Só pensamento restou, memória!   O tempo é assim, ligeiro, inconstante!

O homem quer tudo parar, tormento! O  conhecido é desejado, admirado;
mas, na vida nada fica,  tudo passa!
Quando vai, surge o novo, momento.

Outro sabor , outra cor, outras dores! Nesta loucura, só o medo  venceu!
Pois, o ego é apenas ideia, rumores !
Assim, O medo mata os amores.
 

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domingo, 15 de novembro de 2015

A Descoberta do Outro!

       Allan Kenneth em seu artigo, afirmou : ("É através do olhar que nos identificamos é através do outro e do outrem que me vejo diante de um mundo e percebo quem sou e como sou"). Portanto, para o existencialismo Sartriano, a existência precede a essência, ou seja, o ente humano, não foi  criado por um ser transcendente, por um Deus, portanto, o homem   nada  herdou, tudo acontece em sua vida após seu nascimento. Sartre afirma:    ( "que ao nascer o ser humano é nada, através da vida, vai se construindo nas relações com pessoas, coisas, o mundo").

            Desta forma fica evidenciado, o homem como um ser em construção, um projeto, um eterno vir a ser, pois tudo surge,  e é elaborado em sua vida, sua existência através de suas escolhas.  Do exposto, podemos comprovar três componentes fundamentais na abordagem existencialista: (liberdade, responsabilidade, e relações).

            Liberdade é a essência do existencialismo, porquanto,  o homem é livre, para realização do projeto de construção de si mesmo; é livre para fazer escolhas; portanto, a liberdade é uma condição inerente à vida, como muito bem expressou Sartre nesta frase: ("o homem é condenado a ser livre"). Mas, liberdade gera responsabilidade.

              Responsabilidade - Sartre salienta que mesmo não querendo ser livre, o homem é condenado a sê -lo; assim, tudo que ocorre em sua vida foi fruto de uma escolha, por exemplo, (um escravo só é escravo porque escolheu ser escravo, porque ele poderia morrer e não aceitar a escravidão). Contudo, o homem prefere transferir responsabilidade para Deus, para o destino, para outras pessoas, mas Sartre de forma contudente elimina este processo de transferência através desta frase: "não somos o que fizeram de nós, mas,  o que fizemos, com o que fizeram de nós".

                  Relações - o ponto fundamental na vida é a descoberta do outro, que desperta, angústias,  Sentimentos, pois tudo ocorre através do olhar do outro. Portanto, a relação é o meio no qual o ente humano através de sua liberdade elabora o seu projeto existencial, porque nada ocorre ao homem no isolamento, só através do outro que tudo acontece na existência.

              

sábado, 14 de novembro de 2015

Vida!

Vida, energia vital, exuberante total! Surge da inexistência, com magia!
Alguns acreditam em céu, inferno!
Outros, negam tudo, aceitam o caos!

Poucos compreendem, a verdade é!
Absoluta, auto criadora, agora, já!
Vida e morte, só  no momento, atual!
Uma manifesta  tudo, outra o nada.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A Calma!

          Sempre fui apressado, sempre busquei a impaciência como amiga, conselheira, não será necessário afirmar que tal estilo de vida foi bastante prejudicial para minha pessoa. Causou - me muito disabores.
             Assim durante a minha vida fui passando pela vida,  sem realmente viver, pois, meu agora, meu sublime instante era  trocado por uma ideia do futuro que poderia acontecer,  mas poderia também não acontecer. Portanto,  o  importante era minha total falta de atenção aliada a uma ansiedade crônica. Desta forma "vivia"de forma apressada , tudo em minha vida ocorria em alta rotação. Quando estava lendo era uma ansiedade louca para chegar  ao final, acabava lendo mal, perdendo a maior parte da leitura.Diante uma provocação não sabia silenciar, reagia, criava um problema maior.  Quando viajava dirigindo meu carro, não aguentava, logo  começava a correr, quando menos esperava estava correndo muito; terminava à viagem exausto. No trabalho não fugia fugia à regra. Assim, fui vítima de ansiedade crônica durante várias décadas, tal fato me incomodava bastante.
             Entretanto, um dia despertei! Acordei! Compreendi o porquê de   tanta pressa; assim por um passo de mágica  tudo  ficou bem claro, compreendi que  a vida é um fluir, um suceder constante, e que na verdade ninguém tem poder sobre o tempo, pois a temporalidade é um processo que acontece no âmago do ente humano, só ele  mensura o tempo, assim surgiu o tempo que findou, mas que vive na memória  do homem, tal tempo foi denominado passado  para salientar sua impossibilidade de vir a ser, pois ele já é definitivamente. Neste processo temporal  surgiu um tempo denominado futuro, pois ainda não é, mas poderá sê-lo, como também poderá não acontecer, por isso o futuro é uma esperança, uma quimera, mas não é real. Portanto,  entremeando o passado e o futuro surgiu o presente,  o agora, o tempo real. que infelizmente funciona apenas como uma passagem para o amanhã. Portanto a vida humana vai acontecendo através   do processo temporal, e neste processo a ansiedade se manifesta de forma  contundente.
           Mas além do processo temporal surge um fator real, forte,  poderoso e desconcertante, a Morte,  desta forma o ente humano como,  a mosca que apavorada se choca na vidraça da vida, vive na expectativa da permanência constante da vida. Portanto, compreendi que era uma extrema estupidez a pressa,  a ansiedade,  pois todos estão correndo céleres para a morte, nesta jornada não escapa um. Após estas mensurações  da subjetividade ,acordei, compreendi, portanto,  resolvi  aplicar a calma na minha vida, tal  atitude foi,  e tem sido uma experiência fabulosa. Mas  a pressa é renitente sempre retorna, teima, mas,  imediatamente retorno  à atenção, e a calma se manifesta, outra vez .
             Assim, viver  consciente da calma  é um processo meditativo  muito forte, aceitar o momento presente, respirar fundo, caminhar lentamente ajuda bastante encontrar a paz interior, e conservar a calma.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O Ser e o Ente!

         Martin Heidegger filósofo alemão nascido em 1889 e falecido em 1976 foi um pensador importante, sua obra prima, O Ser e o Tempo, publicado em 1928, salienta o Ser, o ente, Daisen, o mundo da técnica, (nosso mundo atual), a certeza do morrer, a cada momento.
      Contudo, seu apoio ao nazismo, com certeza, foi sem sombra de  dúvida  o lado obscuro deste notável filósofo, haja vista, sua filiação e apoio ao nazismo foi o inexplicável do inexplicável, ou seja,   ( sua má fé).
          No entanto, sua ação como filósofo em muito superou sua ação política, portanto, vamos destacar a filosofia heideggeriana exposta em sua obra prima, ( o Ser e o Tem, publicada em 1928. Nesta obra é apresentado os conceitos de: ser, ente. Assim, ente é a coisa, o bicho, o homem, etc. Portanto, o ente é o que é, tem uma definição de gênero. Já o Ser segundo Haidegger, ("Ser é o mais universal e vazio"). Tal fato demonstra que, não obstante, ao longo da história da filosofia se estudar o Ser, no entanto, o ser continua cada vez mais obscuro.
          Assim, Heidegger salienta que o Ser é uma transcendência, portanto, o ser não é o ente, apesar de todo ente ter um ser, o ser do  ente; o ser não pode ser determinado no ente, embora, possa determinar um ente à  presença. Sartre em sua obra o Ser e o Nada define o Ser como o Em-si, ( a coisa),e o Para-si, ( consciência, uma transcendência), portanto, o Em - si sartriano corresponde ao ente heideggeriano, e o Para si sartriano corresponde ao Ser heideggeriano.
          Contudo, o importante é a compreensão de que a ciência estuda o ente, seus aspectos estruturais, biológicos, anatômicos, enfim o objeto de estudo da ciência é  o ente em si, sem outra preocupação  . Já a filosofia, mais precisamente a metafísica estuda o Ser do  ente, o que está no ente, mas não é o ente. Além de ente e ser Heidegger apresenta Daisen palavra Alemã que define o homem como um ser para a morte.Fantástico! Realista! Mas acima de tudo verdadeiro.

             

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Amar a Si mesmo!

        A primeira condição para alguém  amar outra pessoa é amar a si mesmo, pois, quem não ama a si, não tem capacidade de amar, capacidade  afetiva. Atualmente o mundo está repleto  de doutores, intelectuais, mas, incapacitados para o amor; Como muito  bem expressa  este princípio: (quem "ama" outra pessoa mais  do que a sí mesmo, não ama ninguém, apenas mendiga "amor"). Portanto, é um mendigo de afetividade.
       Jesus definiu de forma objetiva o quanto um ser humano deve amar o próximo, outra pessoa: (" ame  teu próximo como a ti mesmo"). Assim, o primeiro requisito para o amor é o amar a si, mas o que significa amar a si? Significa autoestima  saudável, significa auto aceitação, significa jamais aceitar abuso para não perder amor das pessoas. Visto que quem  rejeita a si mesmo, quem  valoriza mais o outro do que a si mesmo, jamais amará alguém.
      No entanto, é comum a pessoa confundir amor com manipulação, com controle, com dependência, hoje esta palavra perdeu valor, devido ser utilizada de forma impropriada, se diz que ama quando na verdade é apegado,viciado em pessoas, dependente afetivo. Pasmem!  É comum ouvirmos matei por amor.  Uma verdadeira estupidez! Portanto, devido a falta de amor próprio, auto aceitação acontecem estas incoerências. Na verdade quem ama, ou amou de verdade uma vez jamais odiará alguém.,

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Calcanhar de Aquiles!

        Aquiles herói Grego que derrotou Heitor na guerra de Tróia, no ano de 1184 (A.C),  morreu com uma flechada  em seu calcanhar,(flecha envenenada). Diz a lenda que a mãe de Aquiles, quando ele era criança, o banhou em um rio de águas mágicas e todo seu corpo ficou protegido, exceção do calcanhar, pois, sua o banhou segurando pelo calcanhar, portanto, os calcanhares eram as únicas partes vulneráveis de seu corpo. Tal episódio foi narrado pelo poeta Grego Homero.

           Assim, o dito popular calcanhar de Aquiles quer dizer: ( ponto fraco, ponto vulnerável), portanto, este dito se popularizou,  como uma expressão que salienta o lado fraco de um ente, um ser. Na verdade,  todo homem tem seu calcanhar de Aquiles, portanto, é importante que cada pessoa descubra seus pontos fracos, e trabalhe estas  fragilidades, eliminando assim o fracasso, e  a  possibilidade que alguém tire proveito, ou que a pessoa perca oportunidades importante que jamais retornarão.
      

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Amor Segundo Espinosa!

               Benedito Espinosa(1632 a 1677), viveu quarenta e quatro anos, nasceu na Holanda, Amsterdã  oriundo de uma família judia de Portugal, foi excomungado, foi amaldiçoado. Qual foi seu crime? O crime de Espinosa foi não seguir o pensamento dogmático do judaísmo, o pensamento de Espinosa era bastante perigoso, pois, não defendia um Deus transcendental e  antropomórfico;  em sua obra ética, afirma: ("Um triângulo afirmaria que Deus seria triangular, e o círculo afirmaria que Deus seria circular"). Posteriormente Espinosa salienta:  ("Deus não é  um velhinho que fica controlando cada passo do homem"). Na verdade Espinosa é um racionalista, e panteísta, porquanto,  o filósofo achava que Deus estava contido em todas as coisas. Devido, suas idéias panteístas, os judeus o denominaram de ateu,e antes de sua excomunhão propuseram a Espinosa que  negasse suas ideias, chegando a oferecer dinheiro  ao filósofo,  Espinosa preferiu a excomunhão, que representava uma morte religiosa, e social profunda, naquela época.
            Portanto, Espinosa, defendia que o filósofo deveria viver de acordo com seus princípios, provou sua congruência, preferiu a solidão, o anonimato,  viver como simples polidor de lentes, além da ajuda de alguns amigos, do que  abdicar de suas ideias.  Assim,  Espinosa viveu até sua morte, (aos quarenta e quatro anos de forma simples, congruente.  Mas, qual era a visão  de Espinosa sobre o amor?  Espinosa salientava que existem na subjetividade das pessoas afetividades que  possibilitam perda de potência ou ganho de potência, ou seja, ganhar,  ou perder energia, por exemplo: (alegria produz ganho de energia interior, mais potência, enquanto a tristeza produz perda de energia, ou seja, produz um  estado de menor potência); O amor produz mais potência, enquanto o ódio produz menor potência, eis a visão de Espinosa sobre o amor.
            No entanto, tal visão implica que o amor não é uma abstração, mas, uma força interior  que promove a ação efetiva de amar, assim, segundo   Espinosa é impossível uma pessoa amar  e não assumir um estado   interior de força, de poder,  da mesma força o ódio, tristeza produzem perda de poder. Acho tal definição mais realista, pois, salienta um fato existencial, nada de definições fora da realidade  além de está em consonância com  o pensamento de Jesus  ao salientar  o poder da verdade,  o poder do amor  na vida das pessoas, que tão bem  traduziu em palavras   Paulo em sua sua carta aos corintios : ("Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. 
E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor,  nada disso me aproveitaria).  Portanto, nesta visão cristã, não existe nada  de mais poderoso do que o amor,  está em total consonância com Espinosa.

As Perguntas !

        1)         O que há de tão grande neste problema? Esta pergunta objetiva colocar o foco no problema, mas de forma realista.  Porque negar a seriedade de um problema, apesar de causar um alívio, deixa a pessoa despreparada para tomar as medidas corretas e necessárias. Portanto, tal atitude só complica a situação, como muito bem sugeriu Dalle Carnegie em seu livro como enfrentar as preocupações e viver: ("diante um problema avalie o que de pior pode acontecer, aceite o pior). Portanto, após a pessoa aceitar o pior, o medo desaparece,  e as preocupações irão fazer morada em outra pessoa despreparada.

2)           O que ainda não está perfeito? Esta pergunta encaminha o homem para um inventário, avaliação da situação buscando encontrar os pontos fracos, negativos da situação. Posto que o que está bom não será preciso modificá-lo, só os pontos negativos devem ser listados para posteriormente ser trabalhados. Porquanto, quem deseja mudança deve realizar coisas diferentes para colher resultadous diferentes.

3)           O que estou disposto a fazer para que fique do jeito que quero? Esta pergunta trata de algo fundamental, que é o preço a pagar para conseguir realizar o objetivo.Neste plano não existe almoço grátis, tudo tem seu preço, até o fracasso. Visto que tudo que ocorre a uma pessoa é fruto de suas escolhas conscientes ou inconscientes.

4)         O que estou disposto a não mais fazer para que fique do jeito que quero? Esta pergunta é o contra ponto da pergunta anterior, ela visa eliminar os hábitos negativos, aqueles pontos negativos. Agora a pessoa interessada em mudar buscar encontrar o joio para separá- lo do trigo,ou seja, ( dos pontos positivos). Portanto com esta pergunta se completa o inventário permitindo ao interessado o que deve fazer, o que não deve fazer. Desta forma o caminho do sucesso fica bem sinalizado.

5)          Como posso desfrutar o processo, enquanto faço que é necessário para que fique do jeito que quero? Eis o grande presente descobrir como desfrutar, enquanto está empenhado em realizar os objetivos. Não dúvida em afirmar que estas perguntas viáveis,práticas, qualquer pessoa de boa vontade pode aplicar estas regras e conseguir bons resultados.

   (DO LIVRO DESPERTE O GIGANTE INTERIOR 14 EDIÇÃO PAG. 241) 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Autossabotagem!

         Existe um tipo de pessoa que está programada para à infelicidade.Portanto, esta pessoa, quando começa vislumbrar um sucesso pessoal,  financeiro, intelectual, afetivo, logo procura se autossabotar.

         Acreditem, existem pessoas que movidas por falsas  crenças, por um imenso sentimento de culpa, acreditam que não merecem a felicidade, coisas  boas, assim, elas de forma inconsciente, sem perceberem farão tudo para fracassar.
           Mas, porque apesar de passar anos se sabotando, estas pessoas não se dão conta? Na verdade este processo ocorre de forma obscura, inconsciente, pois, geralmente, estas falsas  crenças são interiorizadas na infância, portanto, em um período que não existe a menor possibilidade de uma reflexão, desta forma, a criança aceita como verdade as crenças interiorizadas. Mas, como são formadas tais crenças? As falsas crenças são fruto do abuso infantil, geralmente perpetrado por pais, cuidadores, avós, avôs, professores, parentes, empregadas domésticas, etc, que fazem à  criança acreditar que ela é culpada pelo desamor,  pelo abuso perpetrado por eles,  assim, a criança passa acreditar  que tem algo errado com ela, passa a sentir raiva dos abusadores, então começa a sentir -se culpada, portanto merecedora de castigo, assim, ela se pune através da autossabotagem.
          Posto que uma vez instalado a culpa uma imensa dor psicológica passa a atuar, e visando eliminar tal dor o sabotador passa a se boicotar. Portanto é importante uma atenção aos pensamentos negativos, destruidores, pois, são eles os responsáveis pela constante negação de uma vida feliz e produtiva.


          



domingo, 1 de novembro de 2015

Como? O Homem Foi Um Erro De Deus? Deus Foi Um Erro do Homem?

          Nitiezsche o filósofo dinamite,  filósofo do martelo, nos legou uma frase tão explosiva quanto ele. Eila:  "Como? O homem foi um erro de Deus, ou Deus foi um erro do homem"? Observando a visão teológica fica evidente que Deus criou o homem feito imagem e semelhança dele, (Deus). Mas, o homem tentado por satanás, ( um anjo de luz caído), pecou, e ao pecar caiu do paraíso,então Deus criou este mundo para que homem Caido pudesse viver, e efetivar o retorno à casa do pai. No entanto, como castigo o homem foi obrigado a trabalhar e se manter com o suor de seu rosto; a mulher passou a dá luz à criança sentindo as dores do parto;completando o castigo, o ente humano passou a morrer, ser finito.Portanto, está visão religiosa corrobora com a ideia de o homem foi um ser perfeito que errou, por isso foi severamente castigado.

              No entanto, na visão ateísta, na visão existencialista, Deus transcendental criador do homem não existe,ou seja, o homem não foi criado por Deus. Dartro defende a tese que, "a existência precede a essência".Assim, tal visão aceita que Deus seja uma criação equivocada do homem, portanto de acordo com o final da frase de Nietezsche que pergunta se Deus foi um erro homem. Contudo, o importante desta frase é que as duas sentenças encontram - se como um interrogação,tal fato demonstra que Nietzsche quiz demonstrar que tal questão não têm fácil solucão, haja vista, nenhum ser vivo poderá responder com convicção, porque o ente humano apesar de sua inteligência é um ser limitado.

              Não obstante, a imensa conquista tecnológica,apesar do avanço extraordinário da ciência, o ente humano na pós modernidade continua preso à crendice, supersticioso,angustiado, pois do imensurável nada conhece; não é atoa que em nossa época preponderam o fundamentalismo. Posto que diante do medo da morte,do findar,o ente humano prefere,deseja que Deus exista, e que exista vida pós morte. Mas, apesar da fé em Deus transcendental, o medo da morte continua sendo a causa maior da angústia do homem. Assim,Sócrates compreendendo tão dura realidade afirmou: "a filosofia  é a preparação para a morte.



             

Amor!

                   Amor é a palavra mais usada na atualidade as denominações são as mais variadas, ( amor materno, amor paterno, amor de filho, Amor romântico sexual, amor incondicional,  amor platônico). Devido a este uso exacerbado a palavra perdeu força, energia,  atualmente estão confundindo amor com apego, com controle, com dominação, com submissão, e tem até quem afirma: matei por amor; a confusão é grande e o amor é pouco, por isso temos uma sociedade violenta, onde se mata por nada.

                Na minha visão só existe amor incondicional, porque quando uma pessoa "ama" por causa de uma  condição,  neste  caso não é amor  é troca.  Existem  dois paradigmas para o amor no mundo cristão: 1) Jesus, o Cristo, afirmou: ("amar o próximo como a ti mesmo"),  nem mais nem menos.  2) Paulo, o grande mensageiro de Cristo, em sua epístola afirmou: ("Se  doar todos os teus  bens para os pobre, e não tiver amor nada feito, se queimar teu corpo, e não tiver amor nada feito").

                 Portanto, amor e prática se fundem, não são separados. Desta forma o amor liberta, o amor jamais deve ser violento, porque  violência gera abuso, por exemplo: (um pai espanca o filho e depois diz que fiz por amor. Mas,  o amor não maltrata por hipótese alguma). Sabemos que famílias disfuncionais geram pessoas disfuncionais, doentes, incompletas, codependentes, que desesperadamente buscam um salvador, o grande amor,  que  vai salva - la,  assim as dependências estão  gerando esta sociedade doente, produzindo pessoas, (violentas,  drogadas, mal amadas, dominadoras,  dependentes afetivas, viciadas em amar),  jamais  pessoas interdependentes.

                  No entanto, amor é verbo amar, portanto,  é ação de quem ama, através das atitudes, assim, não se pode falar  de amor sem ação de amar.  Por outro lado,  a ideia  de amar é apenas uma noção pálida do fato, não representa muita coisa, apenas intenções nada mais. Visto que,  para existir o amor se faz necessário, a priori, um sujeito que ama, portanto, cuida,exercita a ação de amar, e um objeto que recebe esta ação. (Este objeto pode ser uma  pessoa, um bicho, uma  coisa , uma ideia).  

               Não obstante, a ausência de amor em nossa sociefade, as pessoas não reclamam sua ausência, pois, todos se auto enganam atribuindo significação de amo ao desamor.Na prática a pessoa é dominadora, controladora, autoritaria, pegajosa, mas, em sua mente, ela acredita que ama, assim todos se auto denominam de amantes.   Eis, o porquê da violência social. 

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