segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O Que me interessa é o que é, não o Que Foi,tampouco o Que Será .(Hegel)

     A filosofia de Hegel é fundamentada no devir, na mudança. Hegel rompe com a filosofia tradicional que buscava o ser, a permanência. Hegel demonstrou que até mesmo o presente funciona como uma passagem, uma vez que cada instante vai se esvaíndo.
      Portanto, o processo dialético  demonstra uma alternância entre ser e não ser, (um vir a ser constante), assim, a criança torna -se-á jovem, posteriormente velha depois morre. Explicando melhor,  a criança  ao se transformar em jovens deixou de existir como criança, ou não Ser, no entanto o jovem é um Ser; contudo, o jovem se transforma em velho, logo o jovem deixou de ser, passou a não Ser, mas o velho é um Ser, todavia, o velho morre logo deixou de ser, mas o cadáver é um ser que vai se transformar em mútiplas processos. Este processo Hegel denominou de Síntese e antítese e ocorre por toda parte.
     Não obstante, a ânsia por estabilidade, neste mundo o que realmente acontece é o constante devir.Nada de Eu permanente eterno,  nada é para sempre, tudo é um processo interminável. Desta forma, a frase de Hegel demonstra muito bem a única forma de efetivamente viver o processo sem nada reter, pois começa afirmando, o que me interessa é o que é, onde se encontra o que é? É evidente que o que é está no instante,no agora, assim, Hegel é peremptório nada de passado, nada de amanhã. Ele complementa sua frase, não o que foi, tampouco o que será. Fantástico!  O que foi é concluso, finalizado, é um não Ser, o futuro também é um não Ser que está se transformando no Ser, mas quando completa o processo vira um não Ser. Eis, muito por cima a filosofia do processo deste fantástico filósofo.
         

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O "Eu".

       "O eu é um conjunto de imagens que  a pessoa constrói sobre si". Eis uma definição do eu  Krishnamurtiano, a melhor que conheço. Simples! Apenas isso  imagem  formadas durante toda a vida, desde a infância. Estas imagens vão sendo ampliadas ao longo  da vida, assim, (a pessoa passa a ser um doutor, um empresário, um bom pai, um bom marido,etc).
           Quando   esta imagem é contrariada surge o sofrimento, a raiva, a dor emocional. Posto que estas imagens passam a funcionar como um " ser" controlador, avaliador, assumindo um papel de pensador, sensor, então, tudo que acontece a esta pessoa passa pelo crivo deste sensor. Tal fato ocasiona uma visão interpretativa sobre o que  está acontecendo a este ser, tal forma de agir faz do homem um ser reativo.
            Portanto, compreender que existe esse eu imagem  é o caminho para uma verdadeira transformação existencial. Perceber como este eu  funciona, compreender cada relação e buscar não alimentar esta rede de imagens via pensamento é o começo para uma existência verdadeira, de primeira mão.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Metafísica de Parmênides!

          Parmênides(VI e V) fundamentando sua teoria do Ser,(Deus), dividiu a questão em três vias: I) da verdade absoluta; II) das opiniões  falazes; III) da opinião plausível. Da verdade absoluta -  Esta via é fundamentada nos seguintes princípios: o Ser é e não pode não Ser. O não Ser não é e não pode ser.Portanto o Ser existe, enquanto o não Ser não existe. Tal principio  conduz para ideia de imutabilidade do Ser, e para a ideia de que o Ser não foi criado, pois implicaria que o não Ser fosse seu criador. Outra ideia desta verdade absoluta é que para o Ser não existe passado e tampouco futuro, só o eterno presente. Desta forma se  conclui que o Ser é perfeito e homogêneo, além de  esferóide, uma vez que, o circulo  representa a perfeição.
         Portanto, por esta lógica fica evidente que nada existe fora do Ser, portanto, o pensamento também é Ser, logo, existe a total impossibilidade de se pensar o nada. No entanto o Ser parmendiano por esta via é imóvel além de homogêneo. Ou seja, à negação do fenômeno, negação  Da corrupção  do Ser, fato por demais contestado, devido a aporias geradas por tais definições do Ser.
          A segunda via das opiniões falazes salienta que os sentidos, digamos, enganam o homem. Portanto a  mutabilidade de fato não existe, os fenômenos  também não existem. Absurdo?  Mas Parmênides defende este ser imóvel, esferóide, uniforme, sem passado, sem futuro, incitado. Já a terceira via das opiniões plausíveis procura harmonizar as duas vias, afirmando o ser evo não ser como um único Ser.
          Parmênides influenciou todo pensamento ocidental sobretudo Sócrates, Platão e Aristóteles, pois, ousou criar a ideia de Ser perfeito que habita nas pessoas, permitindo sua singularidade. Na verdade está definição de ser é muito parecido com a definição do Deus cristão, observem: Deus é perfeito, homogêneo, auto criado, sem passado e sem futuro, porque ele sempre é; Imóvel porque está em todo lugar; Tudo está nele, portanto o nada não existe. Eis o Ser de Parmênides que contempla a definição do Deus cristão.
       

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O que Não Tem Solução, Solucionado Está. Será?

       Este lema tem um conteúdo estóico, pois, salienta a supremacia do Real,  demonstra que a solução é o que é,  independente de ser bom, mau, assustador, maravilhoso, contudo à humanidade busca à solução desejada.  Busca fugir da dor e conservar o prazer. No entanto, tal solução é na melhor hipótese projeção de um desejo, que nem sempre se materializa.
        Portanto, viver a realidade do momento é um princípio estóico, que salienta que a felicidade consiste em desejar pouco, não idealizar situações utópicas, ou fora da realidade, porque só amplifica a dor, a angústia existencial. Posto que, à vida em sua forma de ser produz alegrias, tristezas, dores, prazeres, medos, portanto,  não adianta querer receber só o bom, assim, viver e aceitar cada momento como único sem querer modificá -lo é bem menos neurótico.
        Analisando este lema : "O que não tem solução, solucionado está". Observo que a não solução são as coisas que não se pode modificar, são as coisas que não se tem poder, são as coisas definitivas, logo, só resta uma opção transformá -la em solução, assim procedendo, ocorre a aceitação, eliminando a dualidade ser ou não ser.
      Assim, diante da cotidianidade, sempre é importante compreender que o fundamental é saber que o homem frente  a vida não tem nenhum  poder para modificar a essência do viver que consiste, em: nascer, crescer, envelhecer, morrer, portanto são fatos existenciais, jamais problemas.
           Contudo, o homem é um ser em construção, então, suas escolhas são fundamentais para realização de um vir a ser mais saudável, neste caso as escolhas produzem resultados bons ou maus, mas são frutos da auto deliberação, assim, também após realizado a escolha a solução aparece, seja boa ou má, e como diz o dito popular :"Não adianta chorar o leite derramado ".  Porque, o resultado daquela escolha já foi consumado, apesar de que, após aceitar o resultado, o ente humano pode realizar novas escolhas mais positivas e lograr melhores resultados. Por exemplo, Uma pessoa escolhe abandonar os estudos, obtém como resultado poucas chances profissionais, não adianta lamentar é um fato, então é a solução, mas esta pessoa anos mais tarde resolve retomar os estudos, se gradua, obtém como resultado melhores chances profissionais, também é um fato. Desta forma a vida vai se consumindo, também é um fato,o eterno suceder.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Hoje!

Hoje amanheci com aquela sensação de que nada nesta vida vale apena; que o  ente humano é na verdade um ser que está à morrer, há cada instante, tal fato  toma corpo, quando lembro-me de minha mãe já falecida, de meu pai, dos meus irmãos,de meus amigos,  todos consumidos, esquecidos,(hoje faço algum esforço para definir  como eles eram! mas, em vão. Sem constrangimento, afirmo, reconheço, sei que à morte impõe a todos o mais profundo silêncio, além do esquecimento.Nada escapa da voracidade da morte em triturar, ossos, sonhos, ilusões, amores, tudo esmagado! consumido! Quando sou envolvido por estes fantasmas sinto pena de cada criança que nasce! Mas, logo me recupero e vejo de forma nítida  à pujança da vida! Vejo que cada instante, cada hoje, anula a futura eternidade do esquecimento. Hoje estou aqui, portanto, jamais deixarei de fazer o que tem de ser feito, amar,abraçar, celebrar, alegrar -me, porque deixar de  viver o hoje, é morrer  antes do tempo.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Enterre Seu Passado!

           A pior atitude é uma pessoa ficar remoendo seu passado, fazendo conjecturas, imaginando como teria sido melhor se tivesse tomado outra atitude diferente.Tal procedimento é como peito de homem não serve para nada. (Desculpe-me,  a comparação ). O grande  poeta Fernando Pessoa em um poema denominado dúvida foi enfático ao abordar este tipo de pensamento nefasto em todos os sentidos, que fica remoendo, pensando como poderia ter feito algo diferente.
            Portanto, é fundamental compreender que o passado é concluso, nada se pode fazer para mudá -lo, ele existe apenas como memória, nada mais. Isto é um fato. Não obstante, esta verdade sobre o passado, o ente humano permite que seu presente seja estragado por causa de um passado. Todos os rescentimentos, todos os ódios,  os medos, têm como motivação  maior algo  ocorrido no  passado, que foi perpetuado pelo pensamento sobre algum acontecimento. Não foi atoa que, Jesus deixou como referência maior a oracão do pai nosso. (Prodigiosa oração ). Que  começa pedindo apenas o pão de hoje, de cada dia. Está oração não faz uma única  menção sobre o pão de ontem. Lembremos que pão representa todas necessidades de cada dia, um vez que, o passado já não é e o futuro ainda não é, poderá sê-lo, mas, poderá não ser.
             Assim, fica evidente que a maior estupidez é ficar chorando o leite derramado, posto que, nenhuma mágica poderá  poderá trazê-lo novamente para a garrafa. Desta forma, viva cada dia com atenção, mas não deixe nada pendente, porque, com certeza esta pendência se transformará em fantasmas que causarão bastante transtorno emocional.
              

sábado, 13 de fevereiro de 2016

O Medo do Findar!

        O homem desde os primórdios busca uma certeza, de que ele não findará com a morte. Por que este anseio? O que motiva tão forte desejo? Em primeiro lugar o desejo de continuar é fruto do medo do morrer, findar, pois o apego a pessoas, coisas, sensações, prazeres, é poderoso, arrebatador, produzindo um pavor visceral do deixar de existir, assim surgiram as religiões para aliviar este sofrimento.
      No entanto, as  religiões elaboraram um conjunto de princípios que explica tudo direitinho: "Deus criou o mundo, o Universo, o homem, a fauna, a flora, tudo muito bem explicado", então surgiu um problema, como inserir a morte? Não seria mais fácil ter deixado só a vida? Como surgiu a morte e por que o morrer? Para enquadrar a morte e acalmar o homem, os “sabidos" criaram o pecado, desobediência, o primeiro homem errou, Deus para puni-lo criou o sofrimento, a dor, através da morte, tudo bem explicadinho, mas tinha algo fora do lugar, como explicar por que os outros homens, nós que não tínhamos nada com o pecado de Adão, tivemos  de pagar o preço? Para resolver este problema criaram, o pecado original, o pecado foi transformado em herança maldita, por isso morremos, está explicado, ufa! Que trabalho! Agora para aliviar a dor, criaram vida pós-morte, e disseram, (se você for bonzinho, acreditar nesta história, quando morrer vai para o céu, paraíso, caso contrário, está ferrado, vai para o inferno;) jogada de mestre, encontraram um meio de controlar o homem, medo do inferno.
       Quando alguém pede melhores explicações, eles dizem enfaticamente, é dogma, sem explicação, tem que acreditar no escuro, pagar para vê. Talvez eu tenha nascido defeituoso, mas nunca acreditei em religião nenhuma, desde garotinho, pois via a contradição, se o céu é melhor, por quê ninguém quer ir para lá? Por que quando sabem que estão acometidos com uma doença fatal, ficam desesperados? Assim, eu ficava  calado,  e lá no íntimo dizia, (estou vendo outra coisa! ) Ainda bem que não nasci na Idade Média, pois teria ido para fogueira.
        Portanto, atualmente aceito que ninguém consegue explicar o desconhecido, que espiritualidade é a grande sacada, uma vida em silêncio interior, sem ritual, sem dogma, produz a eliminação do medo, preenchendo a pessoa da genuína alegria de viver, cada momento sem desejar perpetuá-lo. Que assim seja.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O SER!

       



          O grande filósofo  Martin Heidegger, autor de o Ser e o Tempo, publicado em 1927, (obra que tornou-se um marco   na filosofia  moderna). Nesta obra, Heidegger  define  o ser como presença, que representa saber que existe, saber que os outros entes existem. Assim, o ser é formado pela consciência existencial. Luz  que qualifica a existência dos entes e de outros seres.
         Mas, o que é o ente? O ente é uma coisa, um objeto, enfim tudo é ente, inclusive o homem. Contudo  o homem através de seu ser, necessita está em constante relação com o mundo das coisas. Mas, para Heidegger, (" o ser ilumina o ente, e que que todos entes possuem um ser que o qualifica, mas só o homem transcende o ente, rompendo  com sua obscuridade). Portanto, os demais entes não são possuidores  da luz da  presença. Então, tudo que compõe o universo, e que  faz parte do universo, que não sabe que  existe é um ente, também,um ser, mas que não tem sentimento de  presença, assim:( carro, estrela, casa, os animais irracionais, são entes, e, seres). 
        Portanto, o mundo é composto de  Ser e de ente. Não obstante, até o surgimento do Ser,(do homem), o ente permanecia  silenciado,preso em sua obscuridade, sem  ser descoberto,desbravado.Logo, só com  o surgimento  do homem que o "cosmo" ( não no sentido aristotélico), passou  a ser  estudado, desvendado, pois, foram milhões de anos   na obscuridade... Contudo, o sentido de presença, que determina a existência do ser, também, produz à certeza, de que um dia o Ser, (homem), deixará de existir, esta certeza do findar é a grande angústia existencial. Assim, a angústia,  o medo do findar produziram  uma filosofia criacionista, que determinou que tudo que existe foi criado por Deus, (hoje tal filosofia em muitos aspectos foi contestada pelo conhecimento científico). Esta filosofia criacionista elaborou, uma filosofia dualista, pois criou dois mundos :( O nosso imperfeito, pecaminoso, um mundo de  sofrimento, de  dores, e o mundo perfeito  onde habita Deus  e todos os Seres, "bonzinhos", "sem pecados"  que viverão felizes  para sempre).  Por outro lado os "maus", os pecaminosos  serão condenados para sempre. Desta forma, foi amenizada a angústia existencial e o pavor da morte, do findar. Eis,em linhas gerais o drama  dos Seres humanos, autoconscientes.
        Desta filosofia  criacionista surgiram as religiões organizadas, que se auto denominaram representantes de Deus neste mundo perverso. Por conta disso, elas tornaram-se poderosas, pois detinham  o poder de ligar o "mundo do pecado"  ao "mundo divino". Saliento que a teologia explicou tudo bem direitinho, com inicio meio e fim,  tudo em seu lugar. Mas retornando  ao Ser, mesmo angustiado pelo medo do findar, ele se constitui em fundamento  de tudo, pois sem  a presença do Ser, (homem), nada existiria, os entes só existem em função do Ser. Eis a verdade existencial... Desta forma o Ser  que sabe que existe, que tem  presença, que é consciente,  não tem a inteligência para compreender e desbravar o imensurável, ( por enquanto), assim  temos o Ser  consciente, que sabe que existe, e  capaz de qualificar os entes, mas é inoperante para compreender  os enigmas maiores ... Portanto, o Ser diante  do imensurável  só tem um caminho, que é celebrar a  existência, celebrar  a dimensão do agora, celebrar  a auto consciência, pois, só desta forma poderá  encontrar a alegria  e aplacar a imensa angústia existencial. No que concerne aos  entes, sem o Ser  presente, permanecerão  no  nada existencial.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Autoconhecimento!

  1.      O ente humano existe, vive e sabe que vive, ou seja, tem auto consciência, mas tal atributo acarreta medo, ansiedade, angústia existencial, posto que, sabendo que existe o homem sabe que um dia findará, mas, o ser humano quer viver sem perecer, portanto, a autoconsciência produz  uma   angústia  existencial. Assim, o ser do homem procura de qualquer forma fugir da dor, do medo, então, foge para drogas, relacionamentos, para comida, bebida alcoólica, etc. Contudo a dor persiste, eis a grande verdade existencial, como muito bem salientou Schopenhauer:( " o homem vive no pior dos mundos").
  2.      O drama existencial fica evidente na transitoriedade das coisas, da vida, das relações, logo, o homem tem motivos de sobra para sua angústia existencial. Mas, o que homem mais deseja é não sofrer, e ser feliz. Todavia, neste plano não existe nada definitivo, nem a própria vida. Logo, surge a pergunta como ser feliz, apesar da transitoriedade? Como encontrar a serenidade, a paz neste mundo atribulado? Aristóteles afirmou que a felicidade é o equilíbrio entre dois vícios , o vício do excesso, e o vício escassez . Assim , a mediana entre o excesso e a escassez determina a felicidade. Porque na mediana existe equilíbrio, que produz felicidade, por exemplo, entre o temerário e o covarde existe a coragem, assim, a coragem é virtude, e produz felicidade. 
  3.      No entanto, para aprender a seguir o caminho do meio se faz necessário treino e persistência. Pois, ninguém pode realizar tal empreitada por outra pessoa, contudo, a aplicação diária destas perguntas: (o quê? por quê? Como? qual?). são fundamentais, posto que, ajudam no autoconhecimento. Assim, quando a pessoa estiver avaliando seu dia, cada momento, a primeira pergunta a fazer, é, ( o que estou sentindo? O que estou negando? O que estou escondendo? etc). Tais perguntas permitem colocar o foco  na real situação, permitem desmascarar à negação, à má fé, ( a mentira que se conta a si mesmo). Nada de bom poderá acontecer ao ente humano sem o real conhecimento de sua vida emocional, afetiva. Mas, após tomar ciência da real situação, começa a jornada da recuperação das emoções.
  4.      Portanto, se faz necessário aplicar a segunda pergunta, (o por quê?). Uma vez que, Sabendo o porquê, fica mais fácil buscar melhores alternativas de recuperação. surge a melhor possibilidade da pessoa buscar  a melhor alternativa  para transformar a situação de caos emocional. Assim, através do porquê surgi o auto conhecimento. Neste momento é de suma importância o ser humano saber, o porquê  sua angustia se manifesta, pois sem saber o porquê sua crise apareceu, o ente humano permanecerá na prisão emocional, ficará refém do contexto negativo. Mas, sabendo o porquê  surge a necessidade de buscar qual alternativa melhor para transformar a situação de caos emocional. O qual representa a mudança de foco do negativo para o positivo. Colocar a escada na parede certa, ou melhor, explorar o território com o mapa certo. Tudo fica mais fácil, e a pessoa tornar-se-á mais eficaz em seu proposito de se feliz e produtivo.
  5.       Todavia, após saber o melhor caminho, surgi o Como! Que determina a forma de modificar a situação caótica. Qual estratégia será melhor;planejar a ação elaborando metas realistas e determinando os prazos necessários para realização destas metas.Assim,  como melhorar minha vida agora, apesar da situação vivenciada?  Eis  o caminho da proatividade, do agir no lugar de reagir.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Parmênides!

          No século V a.C Parmênides  criou a escola eleata, que acreditava nos seguintes pressupostos: ( imutabilidade total do Ser,  o Ser parmediano era eterno, inexistência dos fenômenos,  o ser é, logo, não pode não Ser, o não Ser não é, jamais poderá Ser).  O Ser parmediano  era esférico e imutável, ou seja, não estava sobre a lei do devir. Tal definição era frontalmente contrária as idéias de Heráclito de Éfeso.
           No entanto, está definição  parmediana de ser se  constituiu uma aporia, ( sem solução lógica). Pois,  se o Ser era esférico,  fica evidente  que o Ser sendo esferoide, tinha um limite, portanto o que estava fora da esfera fica evidente que era o Nāo Ser, mas Parmênides negava a existência do não  Ser. Seu discípulo Melisso criou   a redução por absurdo, afirmando a pluralidade do Ser,digamos existia de forma aparente, no entanto, a essência deste ser era idêntica ao do  Ser parmediano.  Empedócles século V a.C  também da Jônia procurou solucionar a aporia de Parmênides salientando que existia a pluralidade, que Parmênides negava,  mas que todos entes eram formados por quatro elementos distintos,  contudo duas forças dirigiam e organizavam tudo, estas forças para Empedocles eram o amor e o ódio. Empedocles afirmava  existência de quatro círculos, ( o círculo do amor, o círculo do ódio, o círculo do amor indo ao  ódio e o círculo do ódio indo ao amor). No círculo do amor não existia a pronta identificação de cada elemento, enquanto no círculo do ódio existia identificação de cada elemento. Como vemos, Empedocles era um místico. Seguia ideias do orfismo que acreditava na separação alma e corpo; acreditava que a alma encarnava em um homem, em um bicho, ou até mesmo em uma minhoca para purificar sua alma do pecado e portanto retornar para  a estrela.
               Parmênides não acreditava na mudança,  devir, portanto criou um Ser eterno, imutável e negou a pluralidade dos entes; o Ser parmediano ia contra o que os sentidos demonstravam a mutabilidade e multiplicidade dos entes, por isso seus discípulos procuraram solucionar está aporia. Posteriomernte Platão com sua teoria da forma  solucionou está aporia ao criar o mudo das ideias fora do tempo, que enquadrou o Ser de Parmênides, mas em nosso mundo  denominado  prevalece a mudança, o devir, portanto o mundo de Heráclito de Éfeso.



             

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Heráclito? O obscuro!

          Heráclito viveu na Grécia entre os séculos VI e V a.A.  Foi um filósofo pré socrático, ou seja, anterior a Sócrates.  A essência de sua filosofia  é o eterno devir, (a constante transformação), portanto como tudo muda  afirmava Heráclito que "um homem jamais entraria duas vezes no mesmo rio". Porque o rio não seria o mesmo  e tampouco o homem seria o mesmo.
       Analisando  melhor  a filosofia heraclitiana,  (a filosofia do devir), chega -se a conclusão, como tudo está mudando de forma constante, pois, (o úmido seca,  o seco fica úmido, o novo fica velho, o velho morre, a morte gera vida, etc). Fica evidente que o ser está se transformando em não ser. Mas , para Heráclito, tudo funciona em pares opostos, como: (ser e não ser,  amor e ódio, noite e dia, etc). No entanto, existe uma harmonia, uma espécie de sincronização entre os oposto, ao contrário de Anaximandro que afirmava que os pares opostos estavam em constante luta.
         Portanto, ao harmonizar os opostos  fica evidente que para Heráclito, o ser e o  não ser são o mesmo. Contudo, além do devir e harmonia dos opostos Heráclito  afirmou que existia um princípio criador de tudo, pois, Pelo o fogo, a chama ígnea que tudo queima, tudo se purifica,  uma espécie de fogo sagrado. A filosofia do devir de Heráclito sofreu uma imensa oposição de um outro pré  socrático, Parmênides  que contestou a constante mutabilidade de ser. Parmênides afirmou que o ser era imutável, permanente, e que o devir não passava de uma ilusão. Posteriormente Platão resolve  o impasse de Parmênides e Heráclito, com sua teoria da forma.
            Observando a filosofia do devir constante fica evidente que a célebre  frase de Heráclito de que  um homem não poderia adentrar duas vezes no mesmo rio, tampouco é verdadeira, porque se tudo muda constantemente fica evidente este homem não conseguirá entrar  nem uma vez no mesmo rio,  porque ambos já mudaram. Diz uma lenda que um discípulo de Heráclito aplicando sua filosofia chegou a conclusão que nem falar ele poderia, um vez que, ao falar tudo já tinha mudado. Então, este discípulo apenas levantava seu  dedo mínimo e mexia afirmando e negando.Mas, até o mexer no dedo  já esbarrava na mudança.
             Concluindo está pequena reflexão sobre Heráclito fica evidente que  Heráclito  ao eleger o fogo como princípio criador de tudo, que Heráclito foi um monista, pois acreditava em um princípio único, e tampouco existia para Heráclito um mundo fora do devir.

Postagem em destaque