domingo, 23 de julho de 2017

Lei da Oportunidade E Da Conveniência!

      Na vida surgem oportunidades, assim o importante é cada ente humano buscar um critério sobre a melhor forma de  aproveitar as oportunidades. Portanto, é importante selecionar dentre as oportunidades quais são convinientes, e, quais não são convinientes.Tem um dito popular que diz: " a ocasião faz o ladrão". Esse dito está afirmando que todo ser humano diante as oportunidades não utiliza nenhum critério para selecionar as viáveis.
        Não conheço critério melhor do que a lei da oportunidade e da conviniência. Porque esta lei possibilita separar o que é oportuno e, bom, do oportuno e negativo. Quem observa esta lei com cuidado evita dissabores, erros, etc. Tal lei funciona como uma proteção interna contra escolhas erradas. Sartre afirmou: " o homem é condenado a ser livre". A liberdade individual é um bem considerável é uma conquista imensurável. A liberdade do homem elimina dele a desculpa que foi o destino, ou que alguém foi responsável pelo que aconteceu a ele. Posto que  o homem é  construtor de si mesmo. Logo a lei do oportuno e do conviniente  é um excelente método de bem aplicado protege o ente humano de inúmeros percalços.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Não Posso!

Não posso se fruto de um acaso.
Não posso ser uma expressão do nada!
Não posso ser uma sombra transitória.
Não posso ser apenas  uma coisa, um bicho!

Não posso ser a explicação dos teólogos.
Não posso ser a frágil certeza da fé.
Não posso nascer apenas para morrer, fenecer!
Não posso ser as explicações dos filósofos...

Não posso ser o medo acumulado a cada instante.
Não posso ser  um cordeiro no matadouro;
Não posso   ser o desperdício  da natureza;
Não posso   ser apenas um sonho mirabolante!

Não posso ser a superstição, a crendice, a ilusão.
Não posso ser um nada, que se manifestou;
Não posso ser o desespero do findar, do acabar.
Não posso explicar ou definir a imensa confusão!

como nada posso, apenas vivo.
Vivo sem "esperança" ou anseio
Pois, a vida  é tudo sem ela nada!
Mas, feliz, porque  ainda estou aqui!

Fracasso!

       O fracasso  atemoriza muita gente. Tem quem não tenta realizar um empreendimento difícil por medo de fracassar. Contudo, não conheço nenhuma vitória que não foi precedida  por inúmeras derrotas, um exemplo foi o de Abrão Lincoln que perdeu toda eleição que participou, só ganhou a última  para presidente  dos Estados Unidos da América. Quem encara o fracasso fortalece o caráter.
        Não obstante fragilizar o ente humano, o fracasso superado gera força, permite o homem superar a si mesmo.  Shopenhauer denominou de "vontade a força interior que leva o homem superar os desafios"...  Portanto através  da vontade o homem  pode com auxílio desta força afastar de si todo fracasso. Só vence quem olha de frente o fracasso.
       Neste mundo não existe almoço grátis. Buscar o caminho  mais fácil ou aceitar o pouco, por medo de fracassar é uma demonstração de pouca vontade. As vezes as pessoas usam o seguinte termo para definir o sucesso de uma pessoa, "fulano deu sorte na vida". Puro engano, o fulano ralou muito, superou adversidades, não desanimou, nunca procrastinou, continuou buscando até realizar seu sonho. Cuidado com Desculpas, visto que elas enfraquecem o caráter e perpetuam o frasso. Nunca esqueça a estrada do fracasso é por demais povoada, enquanto a estrada do sucesso é quase desabitada, É bem mais fácil inventar desculpas do superar desafios.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Desejo De Agradar!

        O desejo de agradar aos outros está associado a dois fatores: medo de não ser amado, necessidade  de aprovação. Medo de não ser amado - quando a criança não recebe de seus pais ou cuidadores amor na hora certa e na intensidade certa passa a acreditar que deve haver algo de errado com ela, assim sua autoestima despenca, e, ela acredita que é incompleta, portanto vai buscar no outro uma forma de tornar - se completa,  eis o principal motivo da necessidade de agradar o outro. Também o agradar é uma forma de controle. (Quando falo agradar ao outro estou me referindo ao agradar de forma exagerada).
        Necessidade de aprovação - quando  a criança descobre que não é amada por seus pais, primeiro  fica com muita raiva, depois acredita que deve ocorrer algo de muito errado com ela, desta forma a criança ciente da impossibilidade  de receber amor de seus pais, acredita que buscar aprovação  é bem mais fácil. Esta criança torna -se -á uma compulsiva em aprovação, e, para ser aprovada ela tem que ser: boazinha, ser melhor do os Nietzsche em seu livro Aurora mostra o que faz a vontade de distinção: "conforme sua vontade. O empenho por distinção é o empenho pelo domínio do outro, seja indireto, apenas sentido ou até mesmo sonhado. Há toda uma série de graus neste domínio secretamente ansiado, e um catálogo abrangente deles equivaleria quase a uma história da cultura, desde os primeiros esgares da barbárie até os trejeitos do sobre-refinamento e da mórbida idealidade. O empenho por distinção acarreta para o outro — especificando somente alguns degraus dessa longa escada —: tormentos, depois golpes, depois horror, espanto angustiado, surpresa, inveja, admiração, elevação, alegria, serenidade, riso, derrisão, escárnio, mofa, aplicação de golpes, imposição de tormentos — aqui, no final da escada, encontra-se o asceta e mártir; ele sente o mais alto prazer". Eis o porquê surge a compulsão  para agradar os outros. Mas, apesar do viciado em agradar  buscar sempre agradar para ser amado ou aprovado, este tipo de pessoa acaba desagrando e por consequência  sendo desaprovada, então surge a raiva e busca por mais aprovação. Só o auto conhecimento  permitirá ao viciado por aprovação compreender toda esta situação e, transformar as crenças autodestrutivas  por outras mais eficientes, este processo de autoconhecimento fica bem mais fácil através  dos grupos de doze passos, principalmente o coda (codependentes anônimos).
        

        

         

terça-feira, 11 de julho de 2017

Liberdade Sartriana!

     "O homem está condenando a ser livre".
      Sartre em seu livro o Ser e o Nada defende que liberdade é inerente ao homem. O existencialismo sartriano  parte do pressuposto que  a existência  precede a essência, ou seja, o homem não foi  criado por nenhum Deus ou força maior. Portanto, o homem nada herdou, nem caráter, tendência, personalidade, Karma, etc. Só após o nascimento que o ente humano começa a se construir. No existencialismo o foco é a existência, com tudo que acontece nela.
    Sartre defende que a existência precede a essência, isto significa que o homem diferente do animal não está preso a uma determinação instintiva, e, também  não  herdou nada de um possível criador, já que este homem não foi criado por um Deus. Para Sartre tudo começa com o nascimento, e, durante a vida o homem vai se construindo. Portanto, o ser humano é um projeto. Tal ideia está concernente com Rosseou que afirmou: " o homem tem a capacidade de se aperfeiçoar durante sua vida, diferente dos animais, por exemplo um cachorro daqui a mil anos agirá da mesma forma dos cachorros de hoje".
      Nesta frase para dá ênfase Sartre coloca na mesma frase condenado e liberdade, palavras antagônicas​. Como pode um condenado ser livre? Mas esta condenação se refere a impossibilidade do homem não ser livre. A liberdade é uma condição básica da existência humana, posto que o homem é o único ser que pode escolher como viverá. Já para  os animais tal possibilidade não existe.Por exemplo um cachorro sempre agirá como cachorro mesmo daqui a mil anos. No entanto, o homem pode decidir como será sua vida.Ele pode mudar quando assim desejar. Mesmo o escravo pode escolher morrer e não ser mais escravo. Mesmo que pague com sua vida.
        Contudo, esta liberdade existencial coloca o ente humano como o único responsável por sua  existência, cada pessoa é o construtor de sua vida, ele é o escolheu ser. Esta abordagem existencialista, a meu ver, é bem mais justa porque não transfere responsabilidade para um Deus ou destino. A liberdade sartriana acredito seja a culminância do livre arbítrio. Bem superior a ideia de destino, sorte ou azar, ela devolve ao homem o poder de escolha.

Solidão!

        Solidão é a maior característica da vida humana, haja vista, a total incapacidade do ente humano em penetrar na intimidade de outro ser. Sartre em seu livro o ser e o nada afirmou sobre o outro: " o outro é  eu que não sou eu". Sartre também afirmou: "que um nada separa o outro De mim".Tudo  que vejo no outro são deduções de imagens, e, o que vejo de fato está em mim.
     Solidão representa a total incapacidade de cada ser humano tem de penetrar na  subjetividade do outro. Assim, cada pessoa vive em sua interioridade, e, de vez em quando dá uma olhadinha no outro, mas sem penetrar em sua intimidade, sua alma. Desta forma, fica evidenciado a profunda solitude do homem. O outro é obscuro, apenas imaginamos como ele é. De fato nada sabemos sobre ele.
     Portanto só a pessoa (somente ela) tem acesso total e absoluto à sua intimidade. Eis a verdade maior da existência humana. Não obstante, esta incapacidade de desbravar a intimidade do outro, o homem tem necessidade de se relacionar e, necessita, anseia, deseja,  manter relações, pois as relações como muito bem afirma Jiddu Krishnarmurti: "Que as relações funcionam como um espelho no qual cada ente pode aprender bastante de si mesmo." Portanto, manter relacionamento é bom, além de ser fundamental para o crescimento das pessoas. 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Transitoriedade!

      A vida é marcada, ferrada através da transitoriedade, tal fato, para o ente humano que é autoconsciente, ele sabe que existe, sabe que vive, também sabe que um dia morrerá, tal saber diferencia o homem do animal, mas por outro lado gera angústia existencial.  O  homem  vive com a certeza da sua  morte um dia. Neste plano tudo tem prazo de validade.
     No entanto, observando a história da humanidade fica evidenciado um período mitológico, um período filosófico, um período religioso,e atualmente prevalece a filosofia com ênfase na existência, (existencialismo). Entretanto, o mistério.
existencial ainda continua, o homem  continua sem desvendar o desconhecido.
    Portanto, na pós modernidade Segundo Luc Ferry prepondera uma forma de religião sem Deus. Desta forma, fica evidenciado que neste milênio houve um imenso progresso da ciência, da tecnologia, mas, no que concerne a metafísica o homem continua na mais absoluta ignorância, preso nas garras da crendice, preferindo acreditar nas promessas de vida para sempre ao lado dos entes queridos. Mas, em sua subjetividade o ser humano é medroso, acanhado, além não de não querer saber nada sobre a morte. Mas, o importante na vida atual é viver bem cada instante sem nada reter, celebrando cada momento. Assim, vivendo desta forma, o novo poderá surgir

terça-feira, 4 de julho de 2017

Só Por Hoje Sou a Pessoa Mais Importante da Minha Vida!

  .    Só por hoje - significa que a pessoa não está preocupada com o passado, tampouco com o futuro. A ação em busca de recuperação só ocorre no agora, no instante. Procrastinação nem pensar! Uma vez que para  mudar a si mesmo só no hoje.
       Sou a pessoa mais importante da minha vida - importante significa prioridade. Significa que na relação com coisas, bicho ou pessoa nada poderá  ter supremacia a minha pessoa. Posto que quando isto ocorre a relação de prioridade foi invertida. A felicidade passará a depender de algo fora de Self. Portanto, se considerar importante não significa egoísmo, arrogância, mas sim entender que o eu é essencial, visto que sem ele nada acontece.
        O codependente aprendeu através de seus pais ou cuidadores que ele não vale muita coisa, por isso inverte sua relação de prioridade, por conseguinte sua autoestima fica fragilizada enquanto o outro se agiganta. Desta forma a  preocupação, o medo  do codependente é colocado no outro, por que sua "felicidade"  depende do outro.
        Coda (codependente anônimos) grupo de doze passos busca através da ajuda mútua e, troca de experiência possibilitar  ao codependente construir uma autoestima saudável eliminando suas  crenças autodestrutivas...  O programa de recuperação do coda é praticado no agora, (em cada vinte e quatro hora). A  prática do programa elimina a insanidade mental, além de eliminar a raiva de si e dos outros. Na verdade o coda também possibilita a manutenção da recuperação não permitindo as recaídas. Quem pratica o programa de recuperação do coda aprende a ser feliz sem querer mudar o outro ou a si mesmo. Fantástico.

domingo, 2 de julho de 2017

Lei Moral em Kant!

      Kant filósofo prussiano nasceu 1724 e faleceu em 1804. Em sua lápide consta a seguinte frase: "  duas coisas que eu admiro o céu estrelado fora,e, a lei moral dentro". Neste texto vou abordar o segundo livro de Kant denominado Lei da Razão Prática. Este livro aborda a moral como condição essencial ao ente humano.
         Portanto, para melhor entendimento do tema  é fundamental a compreensão de fenômeno e numeno. Fenômeno é o físico submetido a leis físicas.  Já o numeno representa o mundo da razão, subjetivo. No mundo físico para Kant não existe liberdade, visto que tudo é submetido a leis físicas. Enquando no numeno  existe a liberdade, capacidade de escolha. Assim fica evidente que o homem é uma dualidade físico e numeno, (esta ideia de dualidade acompanha  desde os primórdios a filosofia). Desta forma a primeira que fica evidente  é que a lei moral só pode ocorrer no numeno, posto que para que esta lei seja vivenciada se faz necessário   a liberdade, o que não ocorre no fenômeno. 
          A liberdade em Kant é essencial. Liberdade como autonomia, escolha pessoal, logo, para Kant a moral tem de ser uma decisão individual. Por exemplo não fazer algo por medo da lei pode ser uma boa ação, jamais uma ação ética, haja vista, predominar o medo da punição. Então o primeiro aspecto da prática da moral é ser uma escolha pessoal. No entanto, Kant salienta um parâmetro para auxiliar a decisão da prática moral, o imperativo categórico que que salienta:" que toda ação individual se torne uma lei universal". Tudo aquilo que o homem faz  deve ser um balizador para todos. Portanto, antes de agir o homem deve se perguntar o que vou fazer agora pode ser um princípio  universal. Quem faz esta escolha no homem? Quem escolhe é a razão. O homem através da Razão decide aplicar a lei moral. Kant é radical ao defender que a escolha deve ser livre, sem medo, sem coação legal, ele chega ao ponto de afirmar que escolher fazer o certo mesmo que esta escolha possa trazer algum prejuízo deve ser a escolha certa.

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