segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Desejo!

             Desejo é a medida da infelicidade humana, a porta de entrada da inveja, porque  quanto mais desejo, mais angústia, mais decepção, mais frustração.  O interessante é que o desejo é inconstante, porque o ente humano após concretizar seu desejo, logo, se vê invadido por outro desejo, e, aquele desejo que seria o motivo maior de sua felicidade, logo desvanece, perde a força. Assim, passa dia, passa  ano, passa década, o homem continua apenas mudando  seu desejo, mas, jamais consegue viver sem almejar. Portanto, o desejo assume a condição de   marca  da humanidade. Contudo, este desejo que pode ser motivador, na maioria das vezes, apenas amplia o sentimento de dor, decepção. Este tema provaca muitos quetionamentos:como o desejo surge no  ente humano? O homem poderia viver sem desejar? Como neutralizar o desejo?      Avaliando as perguntas afirmamos que  a porta de entrada do desejo é o instinto: da visão, do tato, audição, aliado ao pensamento . Por exemplo a pessoa vê uma  roupa bonita, sua atenção é despertada, posteriormente ela, observa, pega, e imediatamente se vê dentro da roupa, então o pesamento induz imediatamente: Que com aquela roupa ela vai chamar bastante atenção, vai ficar muito bem,assim, poderá conquistar um novo amor, ou tornar-se irresistível, para seu amor. Neste momento o desejo já vai assumindo o controle, e a cada momento ele  se torna mais poderoso, então a pessoa passa a desejar, a pensar em  comprar a roupa, então resolve comprar, mas algo inesperado ocorre a roupa é muito cara, está além de sua   condição, mas, mesmo assim, o desejo persiste e a pessoa começa a pensar em comprar de qualquer maneira,  pensa em um empréstimo,  pensa comprar financiado, imagina que vai se apertar, mas o índice de infelicidade por não compra-la é muito grande. Eis o ciclo do desejo.
       Entretanto,  pessoas que foram expostas a abusos, que têm uma autoestima fragilizada, são bem mais vulneráveis. Pois, precisam preencher seu vazio interior com o desejo.Posto que,  este tipo de pessoa não consegue  conviver com a negação, frustração, não consegue adiar a realização de seu desejo. Mas, após a compra da bendita roupa, a pessoa chega ao orgasmo astral, felicidade irradiante, no entanto, logo a roupa vai perdendo o atrativo,haja a vista,que agora  a  roupa é dela. Então começa a outra onda de desejo, que vai apenas mudando o objeto  do desejo. No que se refere a segunda pergunta afirmamos que todo ser humano tem desejo e lutar contra o desejo, combate-lo, apenas vai fortalecê-lo, assim o importante não é eliminar o desejo, sim compreendê-lo, aceitá-lo, neutralizá-lo determinando um conjunto de valores mais permanentes  que valorizem a disciplina o equilíbrio. Aqui cabe muito bem a sugestão de Aristóteles  para felicidade: Felicidade é o equilíbrio entre o vicio do excesso, e o vício da escassez. No que concerne ao  terceiro questionamento, acreditamos que a neutralização ocorre através de um processo de auto educação, melhorando a espiritualidade e compreendendo que caixão de defunto não tem gaveta, assim algum dia ela terá inevitavelmente de perder tudo. Portanto, é importante compreendermos que o desejo não é mau, ele pode tornar-se um catalisador do progresso individual, das conquistas importantes do ser humano. Na verdade  o que é deveras prejudicial é o desejo desenfreado, que se transforma em compulsão.
        Embora, o ser humano tem uma boa capacidade cognitiva, uma capacidade de avaliação muito boa, mas diante da emoção poderosa do  desejo esta capacidade perde sua eficiência. Então a regra é gostar de si, por você mesmo, em sua subjetividade, e valorizar o equilíbrio como o maior bem, e causa maior da felicidade.
         

Alegria,Prazer e Felicidade!

           Alegria é espontânea ocorre na subjetividade da pessoa, enquanto o prazer é uma resposta a uma ação, a um acontecimento, atividade, geralmente está associado a uma prática, seja de caráter objetivo, ou subjetivo. Mas, uma imensa maioria das pessoas confunde prazer com alegria, no entanto, a principal diferença reside no fato de que o prazer sempre está atrelado a uma resposta, a algum estímulo, alguma prática. Enquanto, a  alegria é um acontecimento, que ocorre de forma natural, geralmente é expontânea,  portanto, nenhuma  pessoa pode se auto determinar a ficar alegre, porque,a alegria  brota, surge na intimidade das pessoas,sem coerção. 
         Observando está lógica tudo fica mais simples, por exemplo: O ato sexual produz uma sensação prazerosa intensa denominada orgasmo; assim, orgasmo é prazer. Presenciar o por do sol em lugar aprazível com uma pessoa interessante produz uma sensação de paz, ou seja, uma satisfação  prazerosa; nestes exemplos ficaram  demonstrados   o prazer.   No que concerne a  alegria  o que ocorre é que ela surge sem prática, a pessoa amanhece, ou mesmo durante o dia, por está em paz consigo mesma, sem desejos, frustrações maiores, então repentinamente surge uma sensação de entusiasmo, sensação de bem estar, uma imensa onda de energia positiva preenche a pessoa,  e ela sente-se radiante. Tal fato ocorre de forma espontânea sem  atrelamento a nenhum acontecimento,  neste estado natural de alegria tudo flui bem, mesmo os  acontecimentos desagradáveis perdem força.Sem saber as pessoas definem este estado com  alto astral.Eu denomino de alegria.  
       Ademais, outro fator importante é que o prazer como é mais superficial, carnal, pode ser induzido, assim mesmo acometida de tristeza caso uma pessoa praticar sexo adentrará no prazer. Já com a  alegria não existe esta possibilidade, porque  ela vem e vai sem interferência humana.
        No que concerne a felicidade Aristóteles em sua Ética a Nicômaco define a felicidade,como: "Um resultado de uma vida virtuosa". Contudo, se faz necessário  esclarecer que virtude para os Gregos da antiguidade era sinônimo de excelência,uma coisa virtuosa era uma coisa que cumpria bem sua finalidade. Assim, felicidade é fruto de  um processo de desempenho eficaz de finalidade, por exemplo, "um olho virtuoso é o que enxerga melhor".  Neste mesmo livro o sábio Grego define felicidade como: "O ponto de equilíbrio entre dois vícios, o  vício do excesso e o vício da escassez". Assim uma pessoa perdulária que gasta além de suas  possibilidades está acometida do vício do  excesso,  enquanto, o avarento que passa extrema necessidade mas não gasta, está acometido  do vício da escassez. Portanto, Para Aristóteles, a felicidade neste exemplo seria a parcimônia. Eis uma definição genial escrita a mais de 2347 anos a.C,e ainda  continua com um vigor fabuloso. Desta forma concluímos que alegria é um acontecimento , prazer uma resposta a algum acontecimento, fator externo, e felicidade é resultado de uma prática do equilíbrio.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Faça o simples!

Para pensar !
Faça o simples!
       Fazer o simples, descomplicar ,eis um bom ensinamento do bom viver .Mas, fazer o simples não quer dizer seguir o caminho mais fácil ,quer dizer eliminar a dúvida, eliminar a dualidade.Pois,  geralmente na vida ocorre o processo da má fé que segundo Sartre é  :" Mentir para si mesmo".Assim , o simples está bem definido ,mas emocionalmente a pessoa está  ligada a outra possibilidade ,então abandona ao simples buscando a alternativa desejada ,então , o resultado será negativo . Portanto ,sempre que ocorrer a necessidade de escolha é importante que a pessoa pare, pondere calmamente, e sinta a mensagem do seu coração  e escolha  sem duvidar.Porque o pior caminho é não escolher.
        Contudo ,fazer o simples  é fácil .Mas se é tão fácil ,por que a imensa maioria não pratica? porque é bem mais fácil não pratica-lo. Pois, a zona de conforto funciona como uma inércia emocional; desta forma  romper com situações indesejáveis pode  ser o simples ,mas mesmo sofrendo, o ente humano tem uma tendência emocional para continuar ,permanecer na mesma situação,assim é que: relacionamentos mortos continuam ,empregos insuportáveis permanecem, amizades destrutivas são mantidas, abusos são perpetuados.Porque geralmente o homem é um otimista ingenuo,e prefere acredita que tudo pode mudar da noite para o dia  . Mas a verdade é que as coisas não mudam ,se a pessoa não se determinar a muda-las.
      portanto ,é de suma importância o homem entender a simplicidade da vida e fazer como o grande sábio que interrogado sobre a iluminação respondeu:"Ser iluminado é : comer quando sentir fome,dormir quando sentir sono". Mas, sem dúvida  é só realizar algo necessário.Parece simples ,mas não é ,porque o ente humano não aprendeu a ouvir ,compreender , seus anseios, suas necessidades, pois o ente humano é profundamente condicionado  pelas falsas crenças ,que determinam falsas necessidades, além de induzir sentimentos de ser vítima. Então ,como fazer o simples?o primeiro passo é a pessoa interiorizar que ela é a pessoa mais importante de sua vida. Depois adotar o  procedimento de jamais reagir impulsivamente, mas parar e ponderar e realizar algumas perguntas a si mesmo ,como: Realmente é isso o que quero? Qual a consequência advinda desta escolha? Qual a consequência de não escolher? estou disposto a pagar o preço por essa escolha? etc. Mas, o importante é a pessoa entender que deve perguntar a si  mesmo, pois geralmente  o ente humano prefere perguntar a outra pessoa ,neste caso ela deve ter bastante cuidado ,pois perguntar a pessoa errada  é colocar a escada na parede errada.Salientamos ainda que  o importante é  homem aprender  realizar  a pergunta certa,pois a pergunta correta chama a resposta certa e com a resposta certa a ação com certeza será correta e com a ação correta os resultados serão bons e na verdade é isso que realmente importa. Portanto,fazer o simples é buscar a verdade de cada situação , é ouvir a voz que ecoa dentro de você ; é jamais se encantar com sucesso fácil, vantagens rápidas pois geralmente os resultados serão catastróficos e sempre é bom lembrar a orientação de Abraham Lincoln: Erre, mas não repita o mesmo erro,isto quer dizer que a pessoa deve aprender com seus erros, então capitalize-o.

Crença!

        A vida é um suceder, um devir, pois tudo passa, nada permanece estático. Mas a mente do homem congela os acontecimentos mortos, e guarda como imagem, como algo existente, ou pior ainda anseia o retorno ao passado. Tal  fato é impossível, porque a infinitesimal partícula do agora denominada instante é uma constante passagem. Portanto, No entanto, a vida ocorre e termina neste minúsculo ponto! Assim, o importante é que neste ponto, quando  a vida surge a morte sai e quando a vida sai a mortechega. Assim, segundo Epicuro,"vida e morte jamais se encontrarão".
      Contudo, o homem é o único ente que possui um ser auto consciente mas tal fato o  torna  um ser  medroso, ansioso, uma vez que, ele quer viver para sempre, quer permanecer, assim tudo em sua existência gira em torno do morrer, do viver.  Mas, como afirmou Rousseau : "O Homem é diferente do bicho, do animal, pois gato é gato durante toda sua existência, sua vida   é determinada por uma lógica instintiva, assim ocorre com todos animais; porém o homem é um Ser que tem plena possibilidade de crescimento, de aperfeiçoamento"...  Não existe esta determinação instintiva,  porque  o ente humano é auto é um ser com capacidade cognitiva  é ciente  sabe que existe, mas que um dia deixará de existir. Tal fato não ocorre com os  animais dito irracionais. Portanto, seu gato não está preocupado com sua morte.
       Portanto, devido a esta capacidade de auto consciência, o ente  humano convive com um medo existencial profundo, denominado de medo raiz, que é o medo do morrer; tal fato é o responsável pelo surgimento das religiões organizadas, das teologias, que elaboraram sistemas, filosofias criacionistas que colocam Deus como o criador do universo e portanto criador do homem. Nesta visão Deus escolhe  o homem  como centro do universo, pois  tudo foi criado para servir ao homem. Mas, devido a morte, este sistema elaborou dogmas criacionistas que explicam a relação entre esta  vida e morte da seguinte maneira: "Pelo pecado o homem recebeu como castigo de Deus, a morte . Mas, Deus permitiu ao homem uma possibilidade de recuperação através de um vida "justa", neste caso o  homem redimido seria absolvido e receberia como prêmio : A vida eterna".
       Ademais, esta visão além de resolver a problemática da morte , controla o homem através da culpa e do medo da condenação eterna. Mas a vida é tudo sem ela nada, desta forma  o importante mesmo é a pessoa compreender que ele não precisa de  acreditar em um Deus antropomórfico, céu, inferno, rituais, autoridades religiosas, porque o  importante  é a pessoa compreender que a vida  é para ser celebrada acolhida e com certeza a celebração da vida preencherá o ente humano de uma energia maravilhosa formando uma áurea de uma excelente qualidade. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Liberdade!

  
      Sartre defende um existencialismo sem Deus, sem essência,sem alma, sem espirito, o  ente humano vem do nada para a vida, e retorna da vida, para o nada.
       Portanto, a liberdade é inerente a existência humana, pois, tudo começa com o nascer, com o surgimento da vida. Assim, nesta corrente filosófica   o ente humano é livre para  construir seu projeto existencial. Posto que esta visão coloca a existência, a liberdade, como maiores pilastras da filosofia. Como muito bem salientou Sartre:("O homem está condenado a ser livre").
     No entanto, apesar de  livre o homem  não aceita esta liberdade prefere transferir para um Deus seu sucesso,ou fracasso; prefere seguir "autoridade"; prefere negar o nada;prefere não escolher a liberdade. Tal negação da liberdade é uma constante na vida do homem pós moderno. Isto ocorre porque o ente humano sempre não aceita tal prerrogativa,(a liberdade), pois, a liberdade torna o homem como o único responsável por sua existência, é tudo o que ele não quer.
      Mas, desde os primórdios o ser humano, por ser auto consciente, buscou encontrar uma força, um mito, um deus , que explicasse o viver e seus mistérios. Contudo, apesar da crendice, dos mitos , o homem sempre foi preso ao medo  do findar, do perecer, este medo é a raiz de  todos medos. Desta forma ao encontrar o mito, deus,  o homem sai da existência e adentra na metafísica, vai para teologia, espiritualismo,teorias e se perde de si mesmo.
     Entretanto, esta busca de um poder  superior,  de um criador "alivia" as fobias, angústias  existenciais  mas retira do homem sua  responsabilidade  existencial.Portanto, Sartre ao criar  o existencialismo  retorna o foco  para o homem, pois, tal sistema filosófico  tem como área de atuação a existência, assim, no existencialismo sartriano , não existe a menor preocupação  com  a metafísica , com deus. Seu único foco é a vida,a existência. Mas como o homem pode exercer sua liberdade? A liberdade do ente humana é exercida  através da capacidade de escolher, optar. Ademais , esta  capacidade de escolher  do homem  é  a base de tudo. Porque mesmo quando o homem não deseja realizar  sua escolha, esta abdicação de escolher já é em si uma escolha. Então, na vida o   ser humano tem a cada instante de fazer escolhas,  assim ao escolher o homem assumi a responsabilidade,  tem que pagar o preço. Nesta visão o sentimento de vítima  não tem espaço, pois, ao  escolher  o homem paga  o preço por sua escolha.  Todavia, o   homem prefere fugir para religiosidade, do que permanecer  como o único responsável por sua escolha, por isso, é que Sartre afirmou: "o homem é condenado a ser livre". Porque a liberdade existencial independe do querer humano,  neste aspecto ela se parece com a solidão existencial, pois , ninguém quer ser só, mas subjetivamente o homem é uma solitário existencial, mesmo estando convivendo com milhões de pessoas.
      Embora,  a priori  o existencialismo cause uma impressão negativa nas pessoas ,  ele representa fatos,verdades  existenciais. Desta forma cabe ao ente humano escolher qual caminho a trilhar: o da crendice, dogma existencial,  ou da liberdade existencial. Só o ente humano pode fazer sua escolha, pois é o único Ser auto consciente.

domingo, 22 de dezembro de 2013

A consciência e o eu

Para  pensar !
A conciência e o EU !
           Sartre em seu livro o Ser  e o Nada define a a consciência  como   Para-si , tal dimensão para ele representa uma semelhança ao nada . Pois ,o para-si  apesar de existir , não permiti uma interação real  no agora . Assim, os pensamentos que  compõem parte da consciência, podem representar  situações vivenciadas apenas no pretérito ; desta forma fica impossibilitado toda comunicação e interação agora.  Mas  , Sartre em seu primeiro trabalho filosófico  salienta que existe dois tipo de consciência : Consciência de primeiro grau ,ou irrefletida  e consciência refletida . Assim a consciência irrefletida ocorre geralmente no instante ,representa :  resposta, atos , que são realizados sem uma ponderação , uma reflexão  da execução e da ação . Enquanto a consciência refletida  é uma afirmação do cogito cartesiano.Nesta consciência é possível  a ponderação. Portanto, o eu   como  a unificação da consciência como bem demonstra Sartre só poderá ocorrer na consciência reflexiva jamais na consciência de primeiro grau, como poderemos constatar neste texto  extraído do livro, A  transcendência do Ego, página 25: " No eu "penso"  há  um Eu que pensa.Chegamos aqui ao EU em sua pureza  e é exatamente do cogito que uma "Egologia" deve partir. O fato que pode servir de partida  é,portanto o seguinte : cada vez que nós apreendemos nosso pensamento ,seja  por uma intuição imediata ,seja por uma intuição apoiada na memória , nós apreendemos um Eu  que é o Eu do pensamento apreendido e que se dá , além disso, como transcendente a esse pensamento  e a todos os outros pensamentos possíveis . Se, por exemplo , eu quero recordar  determinada paisagem percebida no trem, ontem, é-me possível  fazer retornar  a recordação dessa paisagem enquanto tal, mas eu posso lembrar-me também  que eu via essa  paisagem. é o que Hursserl denomina ,na  Consciência interna  do tempo, a possibilidade  de refletir na recordação. Dito de outra forma , eu posso sempre operar uma rememoração qualquer  sobre o modo pessoal  e o Eu aparece imediatamente." Mas , em  outra parte do livro  Sartre salienta:  "Uma vez , portanto,que todas as recordações  não reflexivas  da consciência   sem mim , e como, por outro lado as considerações teóricas baseadas na intuição de essência  da consciência nos obrigam a reconhecer  que o eu não podia fazer parte da estrutura interna  das " Erlebnissen" , só nos resta  concluir que : não  existe  Eu  sobre o plano irrefletido.Quando corro para pegar um ônibus, quando eu olho as horas , quando me absorvo contemplando um retrato,ali não há um Eu.O que há é consciência do ônibus que devo pegar". Portanto , como vemos  Sartre é claro ao dividir a mente reflexiva e a mente irrefletida demonstrando o eu como condição inerente a mente reflexiva , tal pensamento guarda em seu bojo uma semelhança com o pensamento de Jiddu Krisnamurti , que defini o Eu,como: "Um feixe de memórias".Ou seja , pensamentos ,vivências  recordadas , mas tal recordação é oriunda da mente reflexiva que se auto examina. Mas  qual a  relação da consciência com a formação do Eu? Primeiro é importante entendermos que o ente , homem, é um ser auto consciente, que tem a capacidade de gerar pensamentos  , e que tais pensamentos na prática têm um imenso poder de gerar uma estrutura  por trás do ente , tal estrutura é denominado de : Eu, Ego, e até mesmo Super ego Freudiano. Pois , geralmente a pessoa torna-se o que pensa , o que acredita ser . Ademais, se observarmos os animais ditos irracionais , chegamos logo a conclusão que eles não têm Eu, muito menos ego. Porque são inconscientes de sua própria existência . Desta forma , fica evidenciado ,a nosso ver , que consciência,pensamentos, mente reflexiva  , são catalizadores da formação da consciência Eu.  Mas, tal fato fica mais evidenciado quando observamos pessoas com o mal de Alzheimer,pois em sua fase terminal  a pessoa perde todas associações rememorativas  importantes  e desta maneira a consciência é totalmente destruída , restando apenas um corpo vazio , sem alma , sem Deus, sem memórias afetivas, sem memórias técnicas, sem memórias de auto consciência . Portanto  tal exemplo é incontestável  de que deve haver um elo bem forte entre consciência e Eu.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Sócrates mito ou verdade ?

Para pensar!
Sócrates,mito ou verdade?
   Sócrates na história da filosofia mundial ocupa uma posição relevante,apesar de pouco se conhecer a seu a seu respeito,haja vista,ele não ter escrito nada,não ter formado nenhuma corrente filosófica.Mas,apesar de anonimato, Sócrates é objeto de estudo ,ocupando uma posição de destaque na filosofia mundial. Eis  um verdadeiro fenômeno .Mas, Sócrates existiu ,ou é apenas  uma lenda?Tem quem defenda a ideia de que Sócrates não existiu , que  ele apenas é uma importante personagem de Platão ,em seus diálogos . Assim, Platão atribuía a Sócrates  seu pensamento filosófico. Tem quem defenda a existência de   Sócrates.No entanto, mesmo, ele  existindo, Platão também o utilizou como personagem em alguns diálogos . Prefiro  acreditar na existência do sábio, pois são contundentes os indícios . Em sua apologia a Sócrates Platão descreve com detalhes o julgamento do filósofo que foi condenado a  beber cicuta ,um veneno letal, acusado de corromper a juventude e de negar os deuses da Grécia.Durante o rico julgamento  vemos um Sócrates calmo, demonstrar toda sua sabedoria , e quando condenado  não implorou, não negou seus ensinamentos , pelo contrário salientou, com justa razão: "Que o estado deveria sustenta-lo pelo resto da vida".
     Assim, condenado Sócrates esperou com calma  e mantendo constante diálogos com seus seguidores, mas não aceitou fugir , sempre salientava: "Se ao morrer e for para um paraíso ,estarei bem melhor do que aqui, mas se morrer e nada existir no pós morte , quem vai  sofrer?. Também Sócrates afirmava constantemente :"que filosofia era a preparação para morte".Desta forma fica evidenciado que mesmo sendo um ser discreto , sem deixar nenhuma mensagem escrita , que Sócrates ,na verdade viveu em Atenas ,berço da filosofia,  foi condenado e após sua morte foi agigantado , bastante difundido por seus discípulos ,principalmente por Platão.
       Mas ,observando a história humana  compreendemos que os maiores líderes da humanidade ,nada escreveram ,viveram anonimamente ,por exemplo: jesus,o cristo,Lao-Tsé, Buda, etc.Eis os principais representantes, seus seguidores após a morte deles , criaram , divulgaram seus ensinamentos, e acredito muitos dos ensinamentos atribuídos a eles , na verdade não  foram transmitidos por eles. Sócrates está neste patamar, pois representa a passagem da ignorância para sabedoria. Sua principal função  foi permitir  ao ente humano compreender sua ignorância .Sócrates pode não ter sido o fundador da filosofia , mas com certeza foi o  precursor do pensamento filosófico, foi o demolidor de mitos, de crendices, viveu na simplicidade mas morreu com autoridade e sobreviveu ao tempo .  

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Viva e Deixa Viver!


          Viva deixe viver é  um lema fundamental para uma vida de qualidade, (este lema é usado pela irmandade dos Alcoólatras Anônimos ) uma vez que,  determina uma ação proativa em busca de uma  vida de qualidade, por que o foco está  aplicado em si mesmo,  e não na vida de outras pessoas. Desta forma ao focar em si,  o ente humano encontrará a solução para seus problemas além de possibilitar um melhorar o autoconhecimento.
        No entanto, sabemos que não é fácil praticar este lema, visto que,  o ente humano  vive em constante relação com as pessoas, entes, fato, que gera muita   comparação além de exacerbar competição. Este processo de relação além de dificultar o foco em si mesmo, e possibilitar uma imensa zona de conflito existencial. Eis um fato,(as relações  entre humanos têm como marca princioal a violência).Portanto,  Este lema viva e deixe viver, apriore,  respeita a vida.  Assim,  o primeiro foco é viver, pois,  nada ocorre fora da vida. Este lema está chamando a atenção  para a vida. Tudo ocorre através da vida.  Por isso,  é fundamental aprender a viver. Já a segunda parte deste lema salienta que: se viver é necessário, o  fundamental é  deixar viver. Por que sem vida  nada  de Bom seria  possível. Além do mais, interceder na forma de viver de outras pessoas é abuso. 
       Não obstante,  felicidade e sucesso representarem  os maiores  anseio do homem. A humanidade não conseguiu ser feliz. Posto que  o sofrimento,  as dores são constantes na vida do homem que  que é prisioneiro  do medo da morte. Portanto, saber que vai morrer elimina qualquer possiblidade de uma felicidade permanente. Mas  o que todo mundo mais quer é ser feliz.  Assim,  esta contradição  na subjetividade  humana produz muita angústia  existencial. Desta forma,  Só resta ao ente humano o crescimento individual,espiritual,  o aprimoramento interior, produzindo um processo de valorização e respeito da própria  vida.Com certeza o viva e deixa viver será um instrumento importante para uma vida de relação. 

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