Este livro para um leitor desprevenido pode causar uma impressão por demais negativa, posto que Schopenhauer em todo livro salienta a existência como um drama existencial. Schopenhauer é enfático: " viver é querer, querer é sofrer". Sua ideia central é de que o nada absoluto é melhor, preferível a uma existência destinada ao sofrimento. Nesta vida sofrimento é o normal, não pode ser vista como algo improvável de acontecer. No entanto, após uma vida marcada pelo infortúnio o homem tem seu encontro fatídico com a morte. Schopenhauer afirmou que em um cemitério se perguntássemos aos mortos se eles queriam voltar a vida, todos diríam um enfático
não. Schopenhauer "compara o ente humano a uma bola de sabão que apesar dos cuidados ela irá estourar". Ele também afurmou: "Dante para descrever o inferno se inspirou em nosso mundo, mas teve imensa dificuldade para descrever o céu por falta de referencial ". Mas, por que Schopenhauer foi tão enfático sobre o sofrimento existencial? Sua experiência com o oriente principalmente com o budismo foi decisivo. Todos sabem que para os orientais este mundo é Maya (ilusão). Todos conhecem ideia de que este mundo é devir, ou seja, impermanente. Assim, querer permanência é atrair e amplificar o sofrimento. Por isso para Schopenhauer "viver é sofrer".
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