terça-feira, 14 de agosto de 2018

Mentira!

           Existem    duas formas de  mentir. Mentir para  o outro.       Mentir   para si mesmo.
   Mentir para o outro -     é o processo de obstruir a verdade de alguém       visando obter proveito de uma certa  situação,  ou buscar deliberadamente criar        um fato inexistente para lograr algum proveito, ou visando prejudicar alguém,       ou mesmo para proteger uma pessoa. Mas, o trágico da mentira é a condenação do   mentiroso  ao ato de mentir, haja vista,       a   mentira proferida obrigar o       mentiroso a mentir sempre que o assunto for  abordado. Por isso, que o dito popular assegura,      " é mais fácil pegar um mentiroso do que um coxo". Posto que de tanto ter que repetir a mentira, um dia falseia, escorrega,   então a mentira é desmascarada.  Desta forma,                  o mentiroso perde sua integridade           e, por consequência   sua        confiabilidade.
       No entanto               existem    pessoas que banalizam a mentira.           Tem quem mente por  brincadeira! Tem quem  mente com  finalidade de evitar      uma tragédia!  Tem quem mente por medo!     Tem quem  mente por hábito. Mas,    não importa se a mentira é leve ou pesada.     Se é pequena ou grande.            Porque tudo  é mentira e todos  são mentirosos.     A mentira causa imenso constrangimento      ao mentiroso. Logo o bom mesmo é não     mentir. Não porque é pecado.                Não porque vai desagradar a Deus.    Mas, porque mentir elimina algo                    muito importante nas relações, a integridade.        Contudo, aqui cabe           aquela maravilhosa  frase proferida    por Cisto: " aquele que nunca mentiu atire a primeira pedra".  Quem  na vida não mentiu?              Portanto nesta     área todos             têm     telhado de vidro.
      Mentir a si mesmo -                      Sartre denominou de má fé,              este aspecto  da mentira.                   Na má fé não existe a  dualidade,        a pessoa que mente, e a pessoa enganada.     Mentir a si mesmo é um  processo nefasto,              que tem por finalidade justificar algum erro,        algum  comportamento inadequado, racionalizar com a finalidade de eliminar a culpa,    ou para acalmar a consciência      por causa de algum comportamento           antiético. Por exemplo: "um político ladrão  visando  justificar seu comportamento   desonesto  elabora um estória onde seu erro,        seu  comportamento imoral é transformado em uma ação meritória,  pois o roubo foi para facilitar a manutenção    do seu partido no poder, mas a real verdade é que o político é um ladrão. Um pai raivoso espanca seu filho,     para acalmar sua consciência,sua culpa,                afirma, bati para seu bem".
          No plano ético o         ato de mentir é repudiado por toda sociedade,toda  moral, ou religião.      Sartre em sua obra prima,o Ser e o Nada, salienta que "má fé é como mentir a si mesmo".                   Mas qual diferença entre mentir a outrem,ou mentir a si mesmo? A primeira conclusão  é que mentira é sempre mentira,tanto faz mentir a outrem, ou a si.           No caso da mentira direcionada a alguém       ocorre um duplo desvio moral; (o primeiro desvio é o ato de mentir em si.O segundo desvio é o dano causado a outra pessoa). No entanto mentir a si perpetua a inconsciência sobre o erro praticado. 

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