sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Liberdade!

  
      Sartre defende um existencialismo sem Deus, sem essência,sem alma, sem espirito, o  ente humano vem do nada para a vida, e retorna da vida, para o nada.
       Portanto, a liberdade é inerente a existência humana, pois, tudo começa com o nascer, com o surgimento da vida. Assim, nesta corrente filosófica   o ente humano é livre para  construir seu projeto existencial. Posto que esta visão coloca a existência, a liberdade, como maiores pilastras da filosofia. Como muito bem salientou Sartre:("O homem está condenado a ser livre").
     No entanto, apesar de  livre o homem  não aceita esta liberdade prefere transferir para um Deus seu sucesso,ou fracasso; prefere seguir "autoridade"; prefere negar o nada;prefere não escolher a liberdade. Tal negação da liberdade é uma constante na vida do homem pós moderno. Isto ocorre porque o ente humano sempre não aceita tal prerrogativa,(a liberdade), pois, a liberdade torna o homem como o único responsável por sua existência, é tudo o que ele não quer.
      Mas, desde os primórdios o ser humano, por ser auto consciente, buscou encontrar uma força, um mito, um deus , que explicasse o viver e seus mistérios. Contudo, apesar da crendice, dos mitos , o homem sempre foi preso ao medo  do findar, do perecer, este medo é a raiz de  todos medos. Desta forma ao encontrar o mito, deus,  o homem sai da existência e adentra na metafísica, vai para teologia, espiritualismo,teorias e se perde de si mesmo.
     Entretanto, esta busca de um poder  superior,  de um criador "alivia" as fobias, angústias  existenciais  mas retira do homem sua  responsabilidade  existencial.Portanto, Sartre ao criar  o existencialismo  retorna o foco  para o homem, pois, tal sistema filosófico  tem como área de atuação a existência, assim, no existencialismo sartriano , não existe a menor preocupação  com  a metafísica , com deus. Seu único foco é a vida,a existência. Mas como o homem pode exercer sua liberdade? A liberdade do ente humana é exercida  através da capacidade de escolher, optar. Ademais , esta  capacidade de escolher  do homem  é  a base de tudo. Porque mesmo quando o homem não deseja realizar  sua escolha, esta abdicação de escolher já é em si uma escolha. Então, na vida o   ser humano tem a cada instante de fazer escolhas,  assim ao escolher o homem assumi a responsabilidade,  tem que pagar o preço. Nesta visão o sentimento de vítima  não tem espaço, pois, ao  escolher  o homem paga  o preço por sua escolha.  Todavia, o   homem prefere fugir para religiosidade, do que permanecer  como o único responsável por sua escolha, por isso, é que Sartre afirmou: "o homem é condenado a ser livre". Porque a liberdade existencial independe do querer humano,  neste aspecto ela se parece com a solidão existencial, pois , ninguém quer ser só, mas subjetivamente o homem é uma solitário existencial, mesmo estando convivendo com milhões de pessoas.
      Embora,  a priori  o existencialismo cause uma impressão negativa nas pessoas ,  ele representa fatos,verdades  existenciais. Desta forma cabe ao ente humano escolher qual caminho a trilhar: o da crendice, dogma existencial,  ou da liberdade existencial. Só o ente humano pode fazer sua escolha, pois é o único Ser auto consciente.

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