domingo, 10 de novembro de 2013

Soren Kierkegaard, Um Angustiado!

         Marco inicial do existencialismo,o filósofo Kierkegaard, (1813 1855),  tido  por muitos como  como uma personalidade introvertida, por outros como, um depressivo. Mas, a verdade é que ele foi um angustiado crônico, fato que marcou sua   curta vida.

        Portanto, explicar sua reclusão, sua escolha difícil  de romper o noivado com a mulher que amava, (Regine  Oslen),não pode acontecer desassociada de seu temperamento melancólico herdado de um pai severo, batante religioso, pleno de culpa. Talvez por ser filho da velhice,como salientava, por ser o último filho , e sua mãe ter quarenta e quatro anos quando deu a luz,  a ele. No entanto, a verdade é que ele foi marcado por um sentimento de angústia, e de contestação  da igreja Luterana de Copenhague.Podemos dizer que foi um  infeliz... A  principal característica deste transtorno emocional foi sua baixa autoestima, fato, que o influenciou por toda vida. ..

        Portanto, em sua obra, ( Temor e Tremor), Kierkegaard  apresenta a difícil escolha que Abraão foi submetido por Deus, que determinou que, ele teria que sacrificar seu filho Isac. Eis uma escolha dificil de um lado a a moral,do outro a fé. No entanto, Abraão acreditou  foi até até o final,  quando o anjo impediu  o desfecho final. Esta narrativa bíblica explica que caberá sempre ao homem,enquanto vivo, fazer escolhas,decidir sobre sua existência, ter que escolher, ser responsável por cada escolha é a fonte de angústia do homem.Todavia,  se faz necessário apresentarmos alguns aspectos  de da  vida deste notável sábio.( Kierkeaard  filho de um pai severo, e religioso convicto, que exerceu uma grande influência na vida do filósofo. Outro fator fundamental na estrutura da personalidade do sábio dinamarquês,  foi a igreja cristã  luterana, que era bastante severa e fundamentada na culpa,  no pecado. Assim Kierkegaard, além desta influência sofreu bastante  com seus defeitos físicos,  e sua severa timidez). Desta forma , o filosofo incorporou em sua vida todos os sintomas da angústia . (Como,baixa autoestima, pois  no íntimo, ele não acreditava que merecesse a felicidade, fato que influenciou bastante seu rompimento amoroso com Regine  Oslen, apesar de amá -la  bastante,  tal fato se constituiu em  verdadeiro processo de autossabotagem, ele rompeu o noivado definitivamente com Regine. Outro fato importante, segundo Mario Curtis giordani, em seu livro, Iniciação ao Existencialismo, foi: A confissão de seu pai : Que ainda rapazinho, guardador de carneiros nas chanercas  da Jutlândida, sofrendo grandes males, cheio de fome, e de frio, amaldiçoou Deus ).  Foi a consciência dessa falta praticada por seu pai, que  influenciou  muito sua maneira de ser.
       Como vemos, o ambiente doméstico do filosofo era repleto de culpa  religiosa. Deus, era visto como um juiz  que condenava  os pecadores. Assim, a angústia, sobretudo, a angústia religiosa esteve presente na vida de Kierkegaard.  Posto que, Kierkegaard através do abuso infantil, e de conviver em um sistema religioso  fundamentado na culpa, no pecado,  sempre via a si mesmo como imerecedor da felicidade, por causa deste sentimento sabotador, que ele  não casou com a mulher amada, pois  ele não se achava digno da felicidade.
    

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário e sugestão ,muito nos honra seu acesso ,Seu comentário é nossa melhor forma de melhorar as postagens, obrigado!

Postagem em destaque

EXISTE ALGO EM MIM QUE NÃO MORRE ?

Vamos com a mente aberta averiguar, então, minhas células morrem ? Todas morrem.Minhas memórias  morrem ? Morrem,  nada escapa. Nenhum pensa...