domingo, 24 de abril de 2016

Liberdade em Sartre!

    "Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você". Eis uma frase que Sartre utilizava para demonstrar a importância da  liberdade para  o homem diante  a existência.  Frase que  demonstra de forma evidente, que só o ente humano (que não foi criado, projetado por algum criador), só o homem  tem  a capacidade  existencial de se auto construir,  uma vez que,  tudo só  passa a  acontecer após a sua existência; portanto, o homem é um  eterno projeto, um constante vir a ser.
     Observando por este ângulo a frase de Sartre, filósofo existencialista, faz um imenso sentido, porque como o homem  é livre para realizar suas escolhas, assim,   diante de qualquer atitude de abuso, de injustiça, está no homem a última liberdade para escolher entre ser vítima, revidar o abuso com um abuso maior, ou não permitir o abuso, não agredir, mas agir de forma correta. Portanto, Sartre  tinha uma convicção de que, "todo homem é condenado a ser livre". Posto que, o homem é único responsável por si. Quer ele queira ou não. Embora, a maioria das pessoas prefere fugir de sua  responsabilidade  justificando possíveis fracassos  diante da vida.
     Assim, para o existencialismo sartriano é um verdadeiro absurdo negar a liberdade ao homem; seria negar que o ente humano tem o poder da de escolher. Posto que, a filosofia da existência coloca  o homem como  peça fundamental da vida, sem buscar desculpas no senso comum ou na religião, com frases ,  "foi a vontade de Deus", ou "  até mesmo com frase debilitantes , "coitadinho  a vida foi muita injusta com você";  acredito  que este tipo de frase é muito corriqueiro   no dia a dia, claro está, que  quem a pronuncia tem as melhores intenções,  mas efetivamente faz muito mal para a pessoa, uma vez alimenta a ideia de ser um coitadinho.
    Sartre não teve uma vida fácil perdeu o pai aos cinco anos,  assim cresceu sem um referencial de homem, foi preso na segunda guerra mundial e levado para um campo de concentração e foi lá diante daquele inferno em vida, que  Sartre   escreveu  parte essencial de sua filosofia da existência.  Assim,  diante  o caos do campo de concentração nazista,  Sartre não enfraqueceu, pelo contrário,  buscou alternativas, se preparou e  após a segunda  guerra mundial influenciou toda uma geração e continua influenciando até hoje. Foi professor universitário, escritor,(ganhou o prêmio Nobel em literatura), escreveu  a Náusea, escreveu também,  sua obra prima,  o Ser e o nada, um tratado de fenomenologia e ontologia da existência  para listar   os mais expressivos. Ao falecer em 1980 acredito que perto de cem mil pessoas  foram se despedir do eminente filósofo.
   

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