sábado, 16 de abril de 2016

O Mundo Como Representação!

       O mundo como  vontade e representação de Schopenhauer aborda os seguintes aspectos: sujeito, objeto; relação sujeito objeto, intuição,  pensamento abstrato. Schopenhauer salienta que representação é um atributo do sujeito,(do homem) e que tal representação viabiliza  o objeto, visto que sem representação  tudo permaneceria como nada.
       Sujeito é o homem, o único capaz de elaborar pensamento abstrato, capaz de buscar o nexo causal. Objeto são as coisas, os animais, até o corpo do homem é um objeto. Portanto, fica evidente que o mundo é representação.  Mas, como ocorre este processo? Schopenhauer aceita que o sujeito independente da experiência pode elaborar pensamento,  como determinou Kant. Assim, o conhecimento sobre o tempo e o espaço são inerentes ao homem que através de relação causal criou o entendimento das coisas e desvelou  o objeto. Tal fato corrobora  com o pensamento de Berkeley que afirmou: "existir é ser percebido".
         Intuição  e entendimento são atributos do ser vivo, homens e animais. Contudo, o pensamento abstrato é característica  do homem, só o ente humano pode relacionar os fatos em um processo de relação  causal, tal fato tornou possível  o desvendar, o aparecimento da ciência, e acima de tudo da filosofia. Não tenho dúvida que o mundo saiu do obscurantismo  através da representação. Sem o homem, o nada prevaleceria.

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