quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O Crime de Espinosa!

        Baruch Espinosa, (1632 -1637) Qual o seu crime para ser excomungado?
Foi excomungado pelo judeus e considerado maldito, mil vezes maldito,  mas, que crime horrendo praticou Espinosa? Espinosa  racionalista,  apresentou  um conceito de Deus  completamente diferente  do conceito predominante nas religiões. Qual era visão de  Deus de Espinosa?  Espinosa defendia que Deus estava em todas as coisas: "No homem, no boi, na pedra, enfim em tudo. Para  Espinosa  Deus era tudo e estava em tudo".  Tal visão foi  denominada de panteísta. Argumentava  Espinosa, "se existisse algo  que Deus não estivesse imanente,   neste caso, Deus deixaria de ser infinito.
      No entanto, tal crença, para os Judeus era uma forma dissimulada  de ateísmo. Mas, o que Espinosa  negava era  tão somente o conceito de um Deus,  antropomórfico, ou seja, Deus com  características humanas capaz de ter raiva, se indignar,  enfim ter emoções humanas. Assim, Espinosa defendia que Deus não era um velhinho de barbas brancas que fica controlando toda humanidade. Assim, por expor um conceito de Deus diferente do judaísmo, ele foi excomungado, e foi amaldiçoado.
Não obstante sua excomunhão, Espinosa     foi um homem de uma extrema simplicidade, e de uma ética irretocável.  Preferiu viver na simplicidade, abdicou de honras, do poder, não aceitou ensinar na universidade e preferiu  se sustentar através do oficio de polidor de lentes.  Outro ponto importante foi que sua obra prima ética que só foi  publicada após sua morte, posto que,  Espinosa tinha medo de represálias. Nesta obra utilizando um sistema geométrico, com teoremas Espinosa apresenta sua metafísica.  Desta forma, fica comprovado mais um abuso do poder religioso, posto que, por causa de uma forma de compreender Deus diferente da doutrina judaica.  Os judeus o excomungaram. Naquela época ser excomungado tinha um peso emocional, moral bastante forte,  pois a imensa maioria  das pessoas era massa de manobra, não tinha inteligência para compreender de forma crítica  o autoritarismo judeu.
     Saliento que  Espinosa  como racionalista defendia  um certo determinismo, assim negando a ideia do livre arbitro, pois para ele a pretensa liberdade absoluta,  na verdade não  existia, pois sempre ocorre o processo de causa e efeito,  ou seja, nada existe sem uma causa. No entanto, após sua morte na flor da idade, aos trinta e cinco anos, Espinosa foi sendo cada vez mais aceito  e apreciado  e ainda hoje é uma figura importante na filosofia mundial.   O interessante que seus excomungadores são figuras obscura no cenário mundial.  

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