sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Tempo em Agostinho!

       Santo Agostinho século V depois de Cristo em sua obra confissões, capitulo X definiu a eternidade como o presente fora do tempo. Mais precisamente como o presente que não vira passado. Pois, na pratica neste mundo prevalece a dança temporal, de forma permanente temos: passado como aquilo que foi, e que continua sendo apenas na memória, ou seja, na prática passado não existe. No que concerne ao futuro é apenas uma ideia, uma projeção, poderá ser, mas também, poderá não não ser. Já o presente é o que é agora, neste momento.) No entanto, a cada segundo ele se torna passado.Desta forma, na temporalidade  o ser está se transformando em não ser.
      Assim, fica evidente que a temporalidade é um constante transformar -se no não ser, eternidade é o que  está fora do tempo, portanto neste mundo não existe eternidade.  Agostinho de forma até poética define a temporalidade buscando captar o eterno movimento temporal, dança temporal,  denominando o passado de (passado presente, passado futuro e o passado passado). Portanto, o passado presente é o passado que estou vivendo, mesmo através da memória, pois cada segundo vai se tornando passado, formando uma infinita sucessão de passados. O presente presente é o agora estendido.Portanto, em nosso mundo onde predomina a lei temporal prepondera a impermanência, eternidade só fora do tempo. O homem vive entre dois modo temporal, o passado que já foi, mas não é mais, e o futuro que ainda não é, poderá sê -lo, mas poderá não ser. Diante esta dança temporal o homem perde o agora, que é apenas uma passagem.

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