Na verdade tal pessoa é digna de pena, de
misericórdia, porque em sua intimidade prepondera o vazio; prepondera uma baixa
autoestima aliado ao mórbido medo de não ser nada. Assim para preencher o vazio
da insignificância, o fanfarrão cria um falso eu, onde prepondera o
"sucesso", a "competência". Mas, na intimidade prevalece o
sentimento de ser menor, por isso, seu falso eu necessita cada vez mais, ser
elogiado, ser apreciado, aprovado, ele necessita ser o úmero um. A compulsão é
tamanha que não aguentando esperar, ele passa a se elogiar. Contudo, no íntimo prevalece
a certeza de nada ser, pois, sua autoestima é muito baixa. O Fanfarrão quer ser o centro das atenções, a
expressão maior, o máximo. Portanto, ele é inoportuno, quer sempre permanecer em
evidência! Interrompe os outros, não consegue parar, para ouvir alguém. Tal
pessoa parece uma carroça vazia, que quanto mais vazia, mais barulho faz.
No entanto, este tipo de pessoa diante
a crítica sucumbe, torna - se colérico, fica abatido, porque está faltando sua
droga, (a aprovação, o elogio). Todavia, o sofrimento do fanfarrão é imenso, porque
o fanfarrão vive da falsa grandiosidade,
e anseia loucamente por aprovação, para manter sua autoestima.Entretanto, quero
salientar que existe uma possibilidade para recuperação deste problema através
da prática dos doze passos, e do auto conhecimento, mas se faz necessário
romper com a negação, passar a demonstrar amor por si mesmo, e com humildade
aceitar sua necessidade de ser o maior, para preencher o imenso vazio de sua
alma.
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