O professor Olavo de Carvalho em seu excelente livro Aristóteles demonstra de forma brilhante a gênese do conhecimento humano. Ele começa salientando que para Aristóteles: "sem os cinco sentidos o homem não saberia nada, seria opaco". Assim Aristóteles seria um empirista.
Mas, só com os sentidos o homem viveria de forma permanente no aqui e agora. Estaria preso no instante. No entanto, o homem ser privilegiado tem a memória (privilegiada memória), capaz de armazenar em forma de imagens todos acontecimentos. Eis o primeiro ato para a jornada do conhecimento. Contudo só memória não seria suficiente para produzir conhecimento.
O homem, portanto, além de acumular fatos, pensa mas pensa no geral, desta forma ficaria um imenso vaco entre memória e pensamento inviabilizando o conhecimento. Então entra em cena a imaginação que funciona como ponte entre memória e pensamento. Logo imaginação é o terceiro ato na formação do conhecimento.. Posto que ela funciona como ponte entre memória e pensamento, organizando e gerando estratégias de definições específicas. Assim, Aristóteles passou a ser um racionalista. No livro do professor Olavo de Carvalho ele apresenta o seguinte esquema do conhecimento : "Para Aristóteles, é uma unidade orgânica que vem das sensações, passa pela imaginação, se eleva ao pensamento e chega à organização racional do mundo, sem salto nem descontinuidade, do mesmo modo o método do conhecimento, o Organon ou instrumento metodológico que estrutura a atividade científica". Fantástico! Todo este conhecimento século IV a.C e ainda está super atual, pena que grande parte dos escritos deste gênio foram extraviados.
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