segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Cidade Grega e Romana Na Antiguidade!

          Este texto foi fundamentado no Livro Cidade Antiga de Fustel de Coulangens. É importante compreender que a cidade antiga refere-se as cidade Gregas e romanas no ano dois mil a.C ou seja, tal sociedade existiu há 4017 anos, portanto é tempo demais.
         Os gregos e os Romanos desta época cultuavam os mortos, e, o fogo sagrado. No que concerne aos mortos ocorria o seguinte: "Os descendentes mortos eram adorados, venerados como  deus  da família". Assim, os vivos adoravam os seus mortos, ofereciam oferendas, banquetes,  bebidas, posto que  os gregos antigos acreditavam que quando a pessoa morria  teria uma segunda vida, aqui mesmo, dentro do túmulo, por isso os mortos eram enterrados com seus pertences.
        No entanto, é importante para maior esclarecimento do leitor, salientar que tal sociedade existiu muito antes da filosofia surgir na Grécia,  e antes dos pre socráticos. Outrossim, Informo que nesta época não existia deus da cidade, a religião era da família,(não existia na época religião pública) todos antepassados mortos eram deuses da família, e cada família tinha seus deuses que eram seus descendentes, existia um pacto entre vivos e mortos...
        Os Gregos denominavam tais deuses de dêmonio e herói. Mas, Quem era o responsável pelo culto do deus da família? O responsável era o filho homem mais velho, ou seja, o primogênito. Outra pergunta importante, como era realizado o casamento nesta época?
Como as famílias eram isoladas, por que  nenhum estranho poderia adentrar à  casa, visto que  na propriedade da família eram sepultados seus mortos que se transformavam em deuses da família.(Nesta época não existia cemitério). Ademais, como a mulher ocupava um papel insignificante, ela era obrigada a cultuar o deus do pai, pois, não podia cultuar nenhum deus por ela mesmo, assim, quando solteira cultuava o deus do pai, após casar cultuava o deus do marido, quando ficava viuva quem passava a cultuar o deus da família era seu filho mais velho. 
       Desta forma, o pai da noiva realizava um ritual de desligamento da filha  do deus da família, posteriormente o futuro marido levava a noiva nos braços para o interior de sua propriedade, e fazia um ritual ligando a mulher ao deus da sua família. Após este ritual a mulher deixava de ser filha tornando-se uma estranha para sua família sanguínea. Porque, os laços familiares eram determinados pelo culto dos deuses. 
     Contudo é Importante a compreensão que a família da Grécia antiga era constituída para ser eterna, pois, cultuava os mortos e o fogo sagrado, assim, caso a família findasse os mortos não seriam cultuados,seria horrível. Portanto o casamento tinha como principal finalidade procriar descendentes, devido a isso, quando a mulher era esteril, o casamento era  anulado, mas quando era o homem o esteril, ele solicitava que um parente engravidasse sua esposa. Outro aspecto importante é no caso da adoção de uma criança, o pai adotivo realizava o ritual ligando esta criança ao deus da familía. Com relação a propriedade da família, o que acontecia? Nesta sociedade a propriedade da família não podia ser vendida, pois, nela estava o túmulo dos antepassados e o altar do fogo sagrado.  
     Outro aspecto forte marcava o relacionamento entre vivos e mortos,era o medo dos vivos da fúria dos antepassados mortos, logo,os vivos não negligenciavam suas responsabilidades religiosas tinham medo da maldição dos mortos. No entanto, após esta explicação sobre a cidade antiga surge a pergunta: Quais as principais diferença entre os Gregos antigos e nossa sociedade? Como os Gregos acreditavam em uma segunda vida no túmulo, eles não tinham  o medo da morte, fato que  não ocorre  em nossa sociedade. Os gregos antigos não cultuavam um deus antropomórfico e monoteísta​, ( tal crença só  surgiu muito tempo  depois). Eis a cidade antiga.

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