quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Eu Deveria Ter Agido De Forma Diferente!

         Acredito que raramente um ente humano não tenha pronunciado esta frase muitas vezes em sua vida. Lamentar uma atitude que deu errado é típico do ser humano. No entanto, Nietzsche um filósofo mal compreendido dinamitou tal forma de expressão,como veremos nesta passagem do livro, Aprender a viver de Luc Ferry página 227: " Mas, como eles,(os Estóicos) ele convida a viver no instante, a nós salvar por nós mesmos, amando tudo que existe; a fugir da distinção dos acontecimentos felizes e infelizes, a nos libertar sobretudo, dos dilaceramentos, que uma má compreensão do tempo introduz fatalmente em nós: remorsos associados a uma visão indeterminada do passado ("eu deveria ter agido de modo diferente. ..) hesitações em fase ao futuro ("eu não deveria fazer uma outra escolha?"). Pois é quando nos libertamos dessa dupla fase insidiosa das força reativas (qualquer dilaceramento é essencialmente reativo), quando nos libertamos dos pessoa do passado e do futuro, que alcançamos a serenidade e a eternidade, aqui e agora, já que não há nada mais, já que não há referência a "possíveis" que venham relativizar a existência presente e semear em nós o veneno dá dúvida, do remorso ou dá esperança".  Portanto, Nietzsche não deixa dúvida de que é uma insensatez sem medida ficar lamentando os atos passados ou angustiado com as decisões futuras. Assim amigo, pense! Pondere! Avalie! Depois aja, mas ao agir se liberte da ação e jamais se lamente. Sartre diz algo parecido ao definir angústia como fruto da escolha do homem, posto que cada escolha repercute na humanidade. Vivendo desta forma o homem está vivendo a eternidade do agora.

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