terça-feira, 2 de maio de 2017

Liberdade E Autoestima!

      Autoestima é uma construção interior, fruto da liberdade de cada ente humano, porque  independente dos acontecimentos a decisão interior de se achar um zero a esquerda, um nada ou apesar dos nefastos abusos sofridos  a pessoa ainda assim, poderá minimizar a situação além de  buscar alternativas para uma  resposta transformadora à   caótica situação.
     No entanto  é evidente que os abusos infantis, como: Negligência, falta de amor na infância, sobretudo na primeira infância, abusos sexuais, abusos físicos, calunias, injustiças, etc . Tais abusos são fatores estressantes, mas mesmo diante de situações extremas a última decisão será sempre  da pessoa, assim, ela poderá decidir elaborar uma ideia negativa  de si mesmo, e, construir uma autoimagem fragilizada ou também, poderá entender que os doentes, são os abusadores, e, apesar da dificuldades  buscará alternativas proativas  para superar  as desditas existenciais...
        Portanto,  neste plano todos entes humanos  algum dia passarão por severas provações; todos um dia enfrentarão a sua  própria morte, seu findar; mas, mesmo diante desta dura realidade, ainda assim, todo ser humano é livre, para se construir ou para se deixar vencer.  Observando  a história da humanidade  fica evidenciado este poder de superação inerente ao homem, por exemplo; Charles Chaplin um gênio  uma referência em sua época, um mito do cinema, em todos os tempos, um vitorioso, um homem de sucesso.  Contudo, sua vida não foi fácil, posto que sua mãe deficiente mental,  e, alcoólatra infernizou  sua vida desde sua infância. Todavia, apesar deste caos existencial Chaplin usou sua liberdade para construir uma  autoimagem  positiva, vitoriosa, e, ainda hoje é reverenciado. Artur Schopenhauer  mal amado  pela  mãe, uma jovem incapaz  de demonstrar amor, filho de um pai omisso que só esperava fazer de Schopenhauer  seu sucessor. Pesar de viver neste  ambiente abusivo Schopenhauer transformou-se  em um filósofo de sucesso, sendo referência na história da filosofia. Clarice Lispector  exuberante   escritora , poetiza, uma imortal na literatura mundial padeceu de sérios problemas  conforme citação dela " sua mãe que padecia de uma doença  mortal, engravidou pois, o costume de seu país era que se uma  mulher enferma poderia ser curada caso engravidasse, assim, nasceu  a grande Clarice Lispecto com a imensa  responsabilidade de salvar sua mãe. Fato que não ocorreu. Mas, ela se construiu e tornou-se uma mulher referência em sua época, uma mulher vitoriosa, como muito bem expressa esta frase: "Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."
      Do exposto, fica evidenciado  que na vida, cada pessoa é responsável por sua situação de vida, nada fora  de sua subjetividade pode ser responsabilizado. Portanto, Sartre está coberto de razão ao afirmar que :"O homem está condenado a ser livre". Logo, a liberdade é um atributo da vida humana, então, o homem é  o construtor de si mesmo, e, só ele pode ser responsabilizado, mas, na prática  se observa  a existência de pessoas fracas  que ficam apavorada com a mórbida ideia : "O que os outros vão pensar de mim". Assim, ficam paralisadas. Aceitam o implacável julgamento da opinião pública e se esquecem do básico que é : "O certo é certo mesmo que todo mundo ache que é errado, enquanto o errado continuará errado mesmo que todo mundo  ache que é certo". Portanto, não adianta a lamentação, a auto comiseração, racionalizações, justificativas, por que  só  a própria pessoa é  a construtora de si mesma, portanto construtora de sua autoestima e  por conseguinte de sua autoimagem.

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